Política | Considerações

Ao elogiar eleição americana, Dino flerta com candidatura própria

O comunista, ao se referir à população da considerada maior nação do planeta, afirmou que a "festa" em dois anos "será maior e mais bela", o que seria uma crítica indireta a Jair Bolsonaro
Thiago Bastos / Da Editoria de Política10/11/2020

O governador Flávio Dino (PCdoB), ao elogiar o processo de eleição norte-americana e destacar a vitória do democrata Joe Biden flertou novamente com uma possibilidade de candidatura própria para a presidência da República em 2022. O comunista, ao se referir à população da nação economicamente mais forte do planeta, afirmou que a “festa” em dois anos “será maior e mais bela”.
Ao destacar a “vitória da democracia” no país, analistas entendem que Dino – além de alertar o seu eleitorado sobre uma candidatura ao maior cargo brasileiro no Executivo – também tece uma espécie de crítica indireta ao seu desafeto, o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido).
Quanto à possibilidade de ingressar na corrida ao Planalto, apesar da vontade dinista, alguns fatores jogam contra a meta. O principal deles é a ausência de espaços políticos na esquerda para a ascensão de nomes que poderiam ser candidatos, incluindo Dino. Essa tendência ficou ainda mais evidente com as declarações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que ainda está inelegível, mas que não esconde o desejo de ser ele o candidato anti-Bolsonaro em 2022.
Ciente deste movimento, Flávio Dino – que chegou a se colocar mais abertamente como o nome à presidência – declarou à Folha de São Paulo em setembro deste ano que, em sua visão, Lula seria o melhor caminho para combater o que ele chamou de “horror bolsonarista”.
A tentativa de Flávio Dino de se viabilizar como candidato chegou a gerar ruídos com Lula, apontado como grande liderança da esquerda. Lula afirmou, em sua rede social em janeiro, que “jamais convidaria um membro do PCdoB para se filiar ao PT”. Dino, por sua vez, não respondeu à colocação.
Partidos como o PSB, comandado por Carlos Siqueira, consideraram abrir as portas para Dino, no entanto, para não perder a sua base de apoio e capilaridade no eleitorado da esquerda, Dino sequer considerou sua migração para a legenda socialista.
Crítica a Moro
Em meio à corrida para tentar uma candidatura à presidência, neste momento, improvável, Flávio Dino em várias oportunidades defendeu a abertura da esquerda para o movimento às siglas de centro do país. No entanto, o gestor criticou os recentes atos de partidos do centro para atrair o ex-ministro de Segurança Pública e Justiça , Sérgio Moro e viabilizá-lo como candidato.
Segundo Dino, Moro não seria o nome mais apropriado por que “serviu Bolsonaro” e, portanto, estaria ligado à extrema direita. “Cobram tanto da esquerda, mas com um “centro” assim fica difícil demais”, afirmou.

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