Cidades | Dia de Finados

Saudades e novas regras sanitárias marcam o Dia de Finados

Verificação de temperatura, disponibilidade de álcool em gel e o uso das máscaras foram adotados nos cemitérios e o fluxo de pessoas começou desde cedo
03/11/2020
Orações e saudades marcaram o feriado do Dia de Finados

SÃO LUÍS- No Dia de Finados, 2 de novembro, os cemitérios da Grande Ilha adotaram as normas sanitárias para evitar a proliferação da Covid-19, novo coronavírus, e, no começo da manhã, antes das 7h já era intensa a movimentação de pessoas e veículos.

As pessoas quando chegavam ao Jardim da Paz, localizado na Estrada de São José de Ribamar, era verificado a temperatura e havia disponível o álcool em gel. “Essa medida é de suma importância, pois, devemos nos precaver dessa enfermidade que já levou várias pessoas conhecidas e queridas da gente”, declarou a aposentada Antônia Amélia Dias, de 69 anos.

Ainda nesse cemitério havia enfermeiros e técnicos em enfermagem de um hospital da rede privada aferindo a pressão e distribuindo máscaras. A técnica Selma Rodrigues disse que as ações como essa acaba diagnosticando alguns problema de saúde. “Muitas vezes, a pessoa não sabe que é hipertenso e ao ser diagnosticado é orientado a fazer o tratamento”, frisou Selma Rodrigues.

Também era possível observar as pessoas, inclusive, idosos e crianças utilizando a máscara e levando o seu álcool gel. “Vim ao cemitério com os meus filhos e a minha mãe, que é idosa, então, requer um cuidado especial para não contrair essa virose”, disse enfermeiro Marcos Santos, de 45 anos.

No Cemitério do Gavião muitas pessoas acenderam velas e fizeram orações

Reflexão
Maria Frazão, de 62 anos, contou que a sua mãe, Audina Anunciação, de 87 anos tinha falecido no começo deste ano e tinha ido ontem ao cemitério para fazer um momento de reflexão. “O Dia de Finados também é um momento de reflexão. Pensar e analisar os momentos bons que tivemos com aquela pessoa que já partiu”, disse.

Ana Silva, de 56 anos, declarou que Finados, além de ser um momento reflexivo, também se aproveita para rezar e pedir a Deus mais proteção pela alma da pessoa que faleceu.

Para Claudinor Almeida, de 45 anos, o Dia de Finados serve para reencontrar os parentes e fazer as nossas orações. “A vida da gente é tão corrida que, na maioria das vezes, não dá tempo para conversar com os nossos familiares, então, os meus irmãos, cunhadas, sobrinhos marcamos todos os anos o mesmo horário no cemitério para ter esse encontro familiar e rezar pelo nosso ente querido”, afirmou.

Também houve cultos e missas durante todo o dia de ontem nos cemitérios da Grande Ilha e grupos de evangélicos proferindo palavras de conforto. “Todos os anos no Dia de Finados, após ir ao túmulo do meu ente querido, aproveito para assistir ao culto e a gente vai para a nossa casa sentindo uma paz”, disse Maria da Anunciação Gomes, de 58 anos.

Houve cemitério que teve até apresentação teatral. Os atores passando mensagens de paz, amor, alegria e valorização da vida. “Sentimos tristeza ao lembrar de uma pessoa querida que já passou para um outro plano, mas, nos alegramos ao ver uma peça que fala sobre a vida e o amor”, comentou Sérgio Lima, de 45 anos.

Ainda havia um grupo de pessoas fantasiados de palhaços falando sobre o projeto Luto pela Vida. Uma das integrantes, Mariane Melo, de 32 anos, informou que esse projeto é um grupo psicoterapêutico de suporte aos familiares que estão vivenciando o processo de luto pela perda de seus entes queridos.

Comércio
Muitos aproveitaram o Dia de Finados para obterem um lucro extra para o sustento da casa. Elba Costa, de 42 anos, disse que somente na manhã de ontem chegou a vender mais de sete caixas de velas na porta do cemitério do Gavião. “Estou conseguindo obter um bom lucro para ajudar nos gastos da casa”, declarou.

Marinilde Costa, de 56 anos, contou que estava trabalhando na venda de flores na porta do Gavião deste o último sábado e tinha obtido um bom lucro. “Devemos correr para a venda e aproveitar as oportunidades, porque, as coisas não estão fáceis”, afirmou. l

Saiba mais

Dia dos Fiéis Defuntos, Dia de Finados ou Dia dos Mortos é celebrado pela Igreja Católica no dia 2 de novembro. Desde o século II, alguns cristãos rezavam pelos falecidos quando visitavam os túmulos dos mártires. No século V, a Igreja dedicava um dia do ano para rezar por todos os mortos já esquecidos. O abade Odilo de Cluny, no final do século X, pedia aos monges que orassem pelos mortos. Desde o século XI os papas Silvestre II (1009), João XVII (1009) e Leão IX (1015) obrigavam a comunidade a dedicar um dia aos mortos. No século XIII essa data passa a ser oficialmente celebrada em 2 de novembro, um dia após a Festa de Todos os Santos.

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