O Mundo | Meio ambiente

Brasil não assina compromisso global para reverter perda da biodiversidade

O acordo foi assinado por líderes de 77 países de todas as regiões e da União Europeia. Estados Unidos, Austrália, China, Rússia e Índia também se recusaram a participar da ação
18/10/2020 às 07h00
Brasil não assina compromisso global  para reverter perda da biodiversidade A Serra do Mar é considerada uma das florestas mais ricas em biodiversidade do mundo (Divulgação)

ESTADOS UNIDOS - Em setembro, líderes de 77 países de todas as regiões e da União Europeia, assinaram um compromisso voluntário para reverter a perda de biodiversidade no mundo até 2030. Entretanto, o governo do Brasil não assinou o documento.

O Brasil se juntou aos Estados Unidos, Austrália, China, Rússia e Índia que também se recusaram a participar da ação.

Importância do Brasil na biodiversidade mundial é maior do que se pensava, dizem cientistas
'Somos a espécie mais perigosa da história': cinco gráficos sobre o impacto da atividade humana na biodiversidade

O “Compromisso dos Líderes pela Natureza” tem como objetivo tomar medidas para conter o declínio catastrófico causado pelo homem. A proposta contou com a adesão de países como Nova Zelândia, França, Alemanha. Entre os vizinhos do Brasil estão o Peru, Bolívia e Colômbia, que compartilham áreas da Floresta Amazônica.

Ações urgentes

O compromisso lista dez ações urgentes para os próximos dez anos. Entre os pontos estão: acabar com os crimes ambientais; investimento em uma recuperação econômica “verde” e sustentável pós-pandemia; diminuir a poluição do ar, terra, solo, água doce; e eliminar o descarte de plástico nos oceanos.

“Estamos em estado de emergência planetária: as crises interdependentes de perda de biodiversidade e degradação de ecossistemas e mudança climática – impulsionadas em grande parte pela produção e consumo insustentáveis – requerem ação global urgente e imediata. A ciência mostra claramente que a perda de biodiversidade, a degradação da terra e dos oceanos, poluição, esgotamento de recursos e mudanças climáticas estão se acelerando a uma taxa sem precedentes [...] A menos que esse cenário seja interrompido e revertido com efeito imediato, ele causará danos significativos à resiliência e estabilidade econômica, social e política global”, diz a carta.

Leia mais notícias em OEstadoMA.com e siga nossas páginas no Facebook, no Twitter e no Instagram. Envie informações à Redação do Jornal de O Estado por WhatsApp pelo telefone (98) 99209 2564.

© - Todos os direitos reservados.
Tamanho da
Fonte