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Julho das Pretas: visibilidade e reivindicação dos direitos da mulher negra

Em mais um ano o Maranhão se junta a ações online que acontecem em todo o país
Kethlen Mata/ O Estado 24/07/2020 às 10h55
Julho das Pretas: visibilidade e reivindicação dos direitos da mulher negraDivulgação

SÃO LUÍS – O Julho das Pretas é um evento anual que ocorre durante o mês de julho, levando representação, visibilidade e discutindo questões que concernem às mulheres negras. Com o cenário da pandemia do novo coronavírus, em 2020, o evento aconteceu de forma totalmente online e seguirá nesse formato até o dia 31.

No Maranhão, houve uma extensa programação durante todo este mês, articulada pelo Grupo de Mulheres Negras Mãe Andresa, a Rede de Mulheres Negras do Maranhão, o Conselho da Condição Feminina de São Luís, Centro de Cultura Negra, Fórum Maranhense de Mulheres, além de outras ações de militantes que atuam individualmente ou em outros coletivos. Até esta sexta-feira, 24, muitas palestras, lives, webnários aconteceram, através do Instagram @grupomaeandresa e em outras plataformas parceiras.

A programação de hoje começa a partir das 16h, com o Painel Temático: Educação e Trabalho. O evento contará com a participação de representantes da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), Secretaria De Estado Extraordinária Da Juventude (Seejuv) e Secretaria De Estado Do Trabalho E Da Economia Solidária (Setres). Na parte da noite, às 19h, o Conselho Municipal de Condição Feminina, realizará a live: o que aprendemos enquanto Mulheres Negras no movimento nos anos 80, em São Luís. A live será transmitida pelo Facebook do Conselho.

Aurea Borges é membro do Grupo Mulheres Negras Mãe Andresa – entidade sem fins lucrativos há 34 anos –, ela conta que o Julho das Pretas é uma luta pelo trabalho, respeito e conhecimento. “A importância é discutir questões que são concernentes às mulheres negras. O que a jovem negra pode ou deve discutir nesse momento”, ressalta.

Dia 25

O Julho das Pretas faz parte das comemorações do dia 25 de julho quando se é celebrado o Dia Internacional da Mulher Afro-Latino-Americana e Afro-Caribenha, criado em 25 de julho de 1992, na República Dominicana. Na mesma data, no Brasil, se celebra Dia o Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra (Lei Federal 129871/2014).

Neste sábado, 25, a programação da ação será intensificada.

Programação (@grupomaeandresa)

10h às 12h: Acolhida com benção e toque de caixa – Caixeiras da Família Menezes

11h às 12h: Maria Firmina Convida (Poesias)

12h às 13h: Rufar dos Tambores (Tambor de Crioula)

13h às 14h: Feira Afro Catarina Mina

14h às 15h: Show de Gisele Padilha

15 às 16h: Feira Afro Catarina Mina

16h às 18h: Show Célia Sampaio, Ciranda Cultural com Anastácia Lia, Dicy e Liliane

18h às 19h: Tambor de Crioula da Comunidade Quilombola dos Nogueiras (Itapecuru-Mirim)

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