Proteção

Motoristas por aplicativo adotam medidas sanitárias contra contaminação

Profissionais estão oferecendo álcool em gel aos passageiros no início e no final da viagem

Nelson Melo / O Estado

Atualizada em 11/10/2022 às 12h19
Motoristas estão investindo nos cuidados para evitar contaminação
Motoristas estão investindo nos cuidados para evitar contaminação (motoristas de aplicativo)

São Luís - Apesar de muitas pessoas imaginarem que a pandemia da Covid-19 está com os dias contados, a verdade é que a situação continua preocupante, com a transmissão em nível alto em vários lugares do planeta. Por conta do pensamento errôneo, muita gente já está abrindo mão das medidas epidemiológicas e saindo de casa sem nenhuma proteção. Em virtude desse problema, as empresas por aplicativo estabeleceram algumas normas para preservar a saúde dos motoristas e passageiros. Em São Luís, muitos usuários estão se sentando no banco de trás, com as janelas abertas.

Como apurou O Estado, alguns motoristas por aplicativo estão pedindo às pessoas que se sentem no banco traseiro, para deixar o do carona livre, respeitando o distanciamento social. Quando o passageiro entra no veículo, o condutor oferece álcool em gel para limpeza das mãos e pulsos dos clientes. Isso também acontece no momento de desembarque. Como precaução contra o novo coronavírus, as janelas dos carros estão sendo abertas, para favorecer a ventilação, uma vez que o fluxo do ar condicionado facilita a transmissão do patógeno pelo ar.

A circulação de ar é importante para que o vírus não permaneça nos ambientes. Essa medida, inclusive, também é adotada no transporte público de São Luís, pois os ônibus que possuem ar condicionado estão trafegando com as janelas abertas. Outra instrução sanitária aos motoristas por aplicativo é a ferramenta Go Online Checklist. Por meio dela, condutores e passageiros devem confirmar, a partir de uma foto, que estão usando de máscaras de proteção ou alguma cobertura facial.

Orientações sanitárias
No portal da Uber, empresa que foi fundada em 2009 nos Estados Unidos (EUA), é orientado que, se o profissional estiver doente, a coisa mais importante para realizar é não dirigir ou fazer entregas. Essa medida tem como intuito reduzir o contágio do novo coronavírus. Ademais, os motoristas devem cubrir a boca e o nariz com o antebraço ou com um lenço descartável ao tossir ou espirrar. E solicitar aos seus passageiros que mantenham o distanciamento físico durante as viagens.

Nesse caso, eles deverão se sentar apenas no banco traseiro do carro. Máscaras serão obrigatórias para todos que estiverem dirigindo ou utilizando o app da Uber.eiro. Em relação a um entregador parceiro, a recomendação é que faça a entrega sem contato. Se o cliente solicitar, a orientação é que deixe os pedidos na porta para ajudar a aumentar o distanciamento físico. Para os clientes, se estiver doente, o isolamento domiciliar é crucial, como a empresa frisa no site.

Momento difícil
Com a flexibilização do distanciamento social em São Luís, as viagens estão voltando à normalidade para os motoristas por aplicativo. Isso está acontecendo porque as pessoas estão saindo mais de casa para ir aos shoppings center, à praia e a outros locais. Na Avenida Litorânea, por exemplo, o movimento de pedestres já é grande. Daquele ponto, muitas chamadas são solicitadas no app. Mas, antes da reabertura do comércio e da retomada de outras atividades, a situação desses profissionais ficou difícil, uma vez que não havia quase ninguém nas ruas da capital maranhense.

Os motoristas por aplicativo que circulam na região metropolitana de São Luís sentiram no bolso os efeitos da pandemia do novo coronavírus. A O Estado, eles disseram na época do lockdown que houve uma redução muito grande na quantidade de chamadas na capital maranhense. E também pediram mais apoio das empresas para oferecer segurança aos trabalhadores. A Federação dos Motoristas por Aplicativo do Brasil (Fembrapp), inclusive, enviou um ofício as operadoras pedindo providências devido à disseminação da Covid-19.

Àquela altura, muitos motoristas que estavam trabalhando com carro alugado devolveram os veículos, pois não tinham condições financeiras de pagá-los, devido à crise provocada pela pandemia do novo coronavírus. Apesar disso, as locadoras se reuniram e fecharam uma parceria, para tentar reverter a situação. Uma, por exemplo, fez desconto de R$ 400,00 do valor do contrato. Outra fez um desconto médio de R$ 170,00, dependendo de alguns fatores, como o tempo de contrato. A situação estava tão complicada que os motoristas estavam rodando entre 4 a 6 horas por dia e não estavam conseguindo faturar nem R$ 60,00.

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