Cidades | Cuidado

Excesso de álcool em gel pode ocasionar danos à saúde

Substância pode causar alergias, intoxicação, ressecamento e irritação da pele
16/06/2020 às 15h12
Excesso de álcool em gel pode ocasionar danos à saúdeExcesso pode ser danoso a pele (Paulo Soares / O Estado)

Imperatriz - Com a pandemia da Covid-19, o álcool em gel se tornou artigo essencial para a limpeza das mãos e proteção contra a Covid-19. Entretanto, especialistas alertam quanto ao excesso da substância que pode causar sérios problemas à saúde, principalmente em pessoas que têm pele sensível ou problemas com dermatite.

A enfermeira Alessandra Silva, explica que o uso do álcool em gel é essencial nesse momento atual, porém, ela esclarece que a aplicação do mesmo em grandes quantidades, e a exposição da pele ao sol após a utilização do álcool pode gerar diversos danos, até intoxicação.

"Tudo na vida que é usado demasiadamente em vez de gerar algo positivo acaba se tornando algo negativo. O álcool em gel é de extrema importância, porém é necessário que cada pessoa se cuide e tenha alguns cuidados de prevenção, pois o uso descontrolado dele pode causar ressecamento das mãos, cortes, fissuras e outros tipos de infecções", afirma Alessandra Silva.

Além disso, a enfermeira deixa claro que a lavagem das mãos com água e sabão continua sendo uma das melhores formas de prevenção contra o vírus, pois é possível retirar gorduras adquiridas entre os dedos, responsável por proliferar bactérias.

"O álcool em gel continua sendo um aliado, contudo, eu aconselho que cada pessoa faça uma análise da melhor forma de ser utilizado. A exemplo disso, temos o grupo de pessoas que já tem rinite, alergias e consequentemente a substância pode causar alguma reação contrária. Sugiro que em casos específicos, o paciente procure um especialista para que posteriormente possa ser feito um álcool em gel de acordo com o seu tipo de pele, até porque nem todo lugar é oferecido água e sabão para a lavagem das mãos".

Outro ponto a se ressaltar é com relação a queimaduras, segundo a Sociedade Brasileira de Queimados, desde o início da pandemia, já ocorreram mais de 100 casos graves que necessitaram de internação em todos país, por conta de alguns descuidos como passar o produto não esperar secar e usar o fogão.

A enfermeira ressalta ainda que álcool líquido está sendo bastante utilizado, porém apesar da eficacia contra a Covid-19, é extremamente perigoso. "A Agência de Vigilância Sanitária, Anvisa, autorizou temporariamente a venda do material com percentual acima de 70%, porém o cuidado deve ser redobrado, principalmente com crianças e idosos".

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