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Dia das Mães é marcado por restaurantes lotados e prisões em bar da periferia

Restaurantes em área nobre da capital concentraram aglomerações para recebimento de comida e movimentação em bar na Cidade Operária acaba com dois presos
Eduardo Lindoso / O Estado 10/05/2020 às 18h26
Restaurante na Ponta do Farol com aglomeração de pessoas

SÃO LUÍS - Com números se aproximando a marca dos oito mil casos confirmados da Covid-19 e 379 mortes – segundo boletim divulgado pela Secretaria de Saúde, na noite deste sábado (9) -, o Maranhão segue em ritmo galopante nesta pandemia. E, com 4.274 pessoas infectadas, São Luís é a cidade que lidera o ranking no estado. No entanto, nem mesmo o lockdown que começou no dia 5 deste mês tem sido o suficiente para manter as restrições sociais indicadas pelas autoridades médicas no combate ao novo coronavírus. Neste domingo de Dia das Mães, restaurantes ficaram lotados para recebimento de comida em delivery e até bares tiveram concentração de pessoas. Após uma confusão em um bar na região da Cidade Operária, duas pessoas foram presas ao se recusarem a deixar o estabelecimento.

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Se nos primeiros dias do lockdown os bairros da periferia eram os que mais concentravam aglomerações de pessoas em centros comerciais e feiras, além das filas em agência da Caixa Econômica, neste domingo (10), alguns restaurantes de áreas nobres da capital registraram acúmulo de clientes em espaços físicos. A justificativa da aglomeração foi o recebimento de almoços para o Dia das Mães vendido em delivery.

Em um destes empreendimentos, no bairro da Ponta do Farol, um engarrafamento chegou a se formar na porta do restaurante. A quantidade de pedidos por conta da data comemorativa e redução de funcionários por conta das restrições foram os motivos alegados pelos clientes para a aglomeração. No bairro do Calhau, outro restaurante apresentou o mesmo problema. Nenhum tipo de abordagem policial foi registrada nestes dois episódios.

restaurante no Calhau também acumulou pessoas

Confusão e prisões na periferia

Ao contrário da região mais nobre da cidade, nos bairros mais afastados do centro os locais de aglomerações, ao contrário dos dias anteriores, foram os bares e alguns centros comercias menores.

Em um bar, na região da Cidade Operária, um policial chegou a derrubar o celular de um cliente que filmava a abordagem da Policia Militar, que cumpria ordem do decreto publicado pelo governo e orientava o fechamento imediato do estabelecimento. Algumas pessoas se manifestaram e um clima tenso se instalou local. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra toda a confusão, que teria acontecido na madrugada do sábado (8).

Por conta da confusão, duas pessoas acabaram presas, um homem e uma mulher. Segundo os policiais, eles foram presos por desacato e ameaça. Ainda segundo a PM, o homem agrediu um dos policiais e recebeu voz de prisão. Em seguida, a companheira do detido se revoltou e partiu para cima dos policiais, com empurrões socos e mordidas. Os dois foram apresentados na Delegacia de Cidade Operária (Decop).

Lockdown na Grande Ilha

No fim do mês passado, o Ministério Público Estadual pediu e o juiz Douglas Martins, titular da Vara de Direitos Difusos e Coletivos de São Luís, decidiu determinar o lockdown na ilha de São Luís. Em, em cumprimento a determinação, o governo decretou, no dia 5 deste mês, medidas que restrinjam a circulação de pessoas nos municípios da Região Metropolitana. Devem ficar abertos somente comércios de alimentos e farmácias.

Atendendo a um pedido do secretário de Estado do Turismo, Catulé Júnior, o governador do Maranhão, Flávio Dino, determinou, também, a inclusão dos serviços de hospedagens no rol de atividades essenciais no decreto estadual durante o período de lockdown, na grande Ilha de São Luís.

O decreto estadual Nº 35.7849, que atende a uma determinação judicial, está vigorando desde ontem, terça-feira, 5, com prazo de 10 dias e abrange os municípios de São Luís, São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa.

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