PH | COLUNA SOCIAL

Pergentino Holanda

23/03/2020

Vai passar
Na perspectiva de curto prazo, existe o medo e a reclusão. Para nós, que gostamos do beijo e do toque, parece um castigo pesado demais.
Estamos sentindo agora, e sentiremos mais ainda, um pouco do que sentem os povos em guerra.
Não há barulho de bombardeios e nem prédios com paredes caídas, mas o inimigo, embora invisível, é numeroso e agressivo demais.
Passamos a entender melhor o valor da organização e da disciplina.
Nessa hora, nos consola o enorme poder de duas palavras imortalizadas em música por Chico Buarque: “Vai passar”. E vai. Não
abandone seus planos. A viagem, a festa, o beijo, o abraço, a reforma, o churrasco e o curso. Daqui a pouco, a vida volta ao normal.
Por mais triste que seja o momento, ele coloca frente a frente o que antes parecia oposto e agora não deixa alternativa que não seja o
equilíbrio possível. A liberdade do indivíduo e o interesse coletivo deparam com seus limites claros. E absolutamente conciliáveis.
Porque não nos resta outra opção.

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