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Festivais de Música, os acordes dão o tom da mala

Coluna aborda diversos aspectos dos festivais que movimentam cidades, economia e turistas por todo o mundo
Sheila Dureles, personal travel14/03/2020
Festivais de música atraem turistas e movimenta a economia no mundo

Observando uma turminha de jovens, acabei ouvindo um diálogo deles sobre festivais de música. Falavam a respeito de grandes festivais pelo mundo que tinham vontade de participar. Saí dali pensativa a respeito do assunto e, então, aqui estamos nós.

Como surgiram

Da forma que conhecemos hoje só com música iniciou-se com o alemão Richard Wagner em 1876. Ele criou o Bayreuth Festival realizado na cidade alemã de mesmo nome até hoje, e, diga-se de passagem, é concorridíssimo com lista de espera de até 10 anos. Uma curiosidade é que até o nosso imperador Dom Pedro II foi ao primeiro festival de Wagner.

Antes de o rock ter este papel de juntar as massas para curtir um som, o jazz foi quem tomou para si esta tarefa, em 1954 em Newport, Rhode Island, nos Estados Unidos foi lançado o Newport Jazz Festival. Após em 1960, a Europa lança, em Montreux, o Montreux Jazz Festival, que até hoje é superconcorrido e sempre conta com músicos festejados pelo mercado.

O Rock

Entre 1967 e 1069, no hemisfério norte fervilhavam os festivais, mas em 1969, o boom estoura com o até hoje lendário e sempre lembrado festival de Woodstock no estado de Nova York. Foram 3 dias com mais de 30 shows e meio milhão de pessoas presentes. Um feito e tanto para a época.

Em 1970, na Inglaterra nasce o festival de Glastonbury. Seu primeiro festival teve público de 1.500 pessoas, mas ele atravessou os tempos e hoje é um dos maiores festivais do Reino Unido e Europa.

No fim dos anos 90, em 1999, nasceu o Coachella, que hoje reúne 100 mil pessoas nos dois fins de semana em que acontece. E o Lollapalooza nasceu em 1997 e é hoje uma franquia global com edições nas Américas e também Europa.

Eventos movimentam cidades em todo o mundo

No Brasil

No Brasil, os anos 60 foram uma época efervescente de festivais no país, principalmente os transmitidos pelas emissoras de TV. Criado em 1965, o Festival de Música Popular Brasileira, da TV Record, e o Festival Internacional da Canção, de 1967, e o Festival dos Festivais, de 1985, ambos produzidos pela Rede Globo.

O maior festival de música do Brasil na atualidade é o Rock in Rio. Sua primeira edição foi em 1985 e de lá para cá vem levando multidões a curtir as bandas que se apresentam em seus palcos. Foram 20 edições realizadas até hoje. O festival é tão famoso que sua franquia tem um festival próprio também em Portugal.

Hoje, no Brasil, pode se considerar que há um renascimento de festivais. Estão espalhados pequenos, mas importantes festivais de música dos mais variados gêneros musicais por diferentes estados do Brasil em dois anos eles triplicaram e podem chegar a mais de mil festivais em 2020.

Alguns dos principais festivais brasileiros são o Festival S.E.N.S.A.C.I.O.N.A.L em Belo Horizonte, BradaMundo em Santa Rosa do Sul, SC, Coolritiba em Curitiba, Meca Inhotim em Brumadinho, MG, CoMA em Brasília, Bananada em Goiânia, Coala Festival em São Paulo, Radioca em Salvador, No Ar Coquetel Molotov em Recife, Se Rasgum em Belém, entre outros.

Há também alguns festivais diferenciados que unem gastronomia, música e natureza como o Festival de Balão da Canastra que está em sua quarta edição na Serra da Canastra em MG.

Grandes estruturas e até cidades são construídas para festivais

Festivais pelo mundo

Podemos citar alguns festivais pelo mundo que não são tão conhecidos dos brasileiros, como o CMA Music Festival, em Nashville no Tennessee; o Vodoo Music+ Arts Experience, em New Orleans, Louisiana; o Burning Man, que é um festival de arte e performance em que montam uma cidade no meio do deserto de Nevada. Todos estes festivais são nos Estados Unidos. Tem ainda o Afrika Burn na África do Sul, Primavera Sound na Espanha, Donaiunselfest, na Áustria, Tomorrowland, na Bélgica, Splendour of the Grass, na Austrália, Wonderfruit, na Tailândia, Wacken Open Air, na Alemanha e muitos mais.

Hoje em dia, a maioria dos festivais conta com uma grande estrutura para receber as pessoas, alguns têm até cidade montada. Oferecem mapas para meios de transporte, diversos tipos de alimentação, lojinhas para os souvenirs, local para descansar um pouco da maratona dos shows. É a tecnologia trazendo também uma nova fase aos festivais.

Como se preparar para ir curtir um festival

Escolha uma mochila confortável, leve e fácil de carregar. Ela será sua melhor amiga no período do festival. Nada de ficar puxando rodinhas.

Use roupas divertidas, mas ao mesmo tempo confortáveis. Não esqueça de verificar a previsão do tempo antes de arrumar a mochila. Se a previsão for de chuva calce suas galochas, pois a chance de ter muita lama será grande. Vá de shorts, legging, botas, seu tênis predileto e já usado para não fazer calos, uma camisa de sua banda predileta e uma bandana fazem uma excelente composição. Leve uma garrafinha para a água e não esqueça de se manter hidratado. Leve repelente, lenços umedecidos, álcool gel, band-aid, papel higiênico, protetor solar, óculos de sol, um saco de lixo grande pois se chover poderá ser usado como capa de chuva e não ocupa espaço. Guarde dinheiro, documentos e passaporte do festival em uma doleira agarrada ao seu corpo para não perder nada e nem ser roubado. O mesmo vale para o celular.

Agora é só escolher qual dos festivais você vai participar, comprar o ingresso, arrumar a mala e boa viagem.

Festivais reúnem atrações especiais para atrair público

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