Geral | Alerta

Coronavírus: 77 casos no país; Jair Bolsonaro faz live de máscara

Monitorado, presidente Bolsonaro sugeriu o adiamento ou suspensão das manifestações pró-governo, marcadas para o domingo, 15
12/03/2020 às 20h42
Coronavírus: 77 casos no país; Jair Bolsonaro faz live de máscaraAo lado do ministro Mandetta, Bolsonaro disse que é preciso evitar uma explosão de pessoas infectadas (Reprodução/ vídeo)

Brasília - O número de casos confirmados de coronavírus (Covid-19) subiu para 77, segundo o Ministério da Saúde, na tarde desta quinta-feira, 12. No balanço da manhã, o total de pessoas infectadas era 60. O aumento se deu, sobretudo, em São Paulo e no Rio de Janeiro, focos do vírus no país. No primeiro, os casos confirmados saíram de 30 para 42 entre os dois balanços de ontem. Já no Rio, aumentaram de 13 para 16.

Pernambuco identificou dois casos e pela primeira vez aparece na lista do Ministério da Saúde. Paraná (seis), Minas Gerais (um), Distrito Federal (dois), Rio Grande do Sul (quatro), Alagoas (um), Espírito Santo (um) também tem casos confirmados.

A Região Norte é a única sem casos confirmados. Roraima, Amapá e Tocantins não tiveram até o momento nenhum caso confirmado ou suspeito. Os casos suspeitos saltaram de 930 para 1.422, um aumento de 50% em menos de um dia. São Paulo também lidera nesse grupo (704), seguido por Minas Gerais (117), Distrito Federal (82), Rio de Janeiro (76) e Santa Catarina (73). Casos descartados somaram 2.662.

Live de máscara
Após o avanço do coronavírus no Brasil, o presidente Jair Bolsonaro fez uma live usando máscara e sugeriu nesta quinta-feira, 12, o adiamento ou suspensão das manifestações pró-governo marcadas para o domingo, 15. “Para daqui um ou dois meses (faz a manifestação). Já foi dado um tremendo recado para o parlamento”, afirmou em live no Facebook, que apresentou instabilidade. Bolsonaro voltou a dizer que o movimento é espontâneo.

Ao lado do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, o presidente disse que é preciso evitar que haja uma explosão de pessoas infectadas, pois os hospitais não dariam vazão a tanta gente. “Depois de um certo limite, o sistema não suporta e o problema acontece”, declarou.

O presidente Jair Bolsonaro foi submetido a exame para o novo coronavírus nesta quinta-feira, 12, depois que o secretário de Comunicação da Presidência da República teve a doença confirmada, mas não apresenta sintomas da doença, disse o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente, em publicação no Twitter.

Bolsonaro, que cancelou viagem que faria nesta quinta-feira para o Rio Grande do Norte, está aguardando o resultado do exame, acrescentou o parlamentar.
O secretário de Comunicação da Presidência da República, Fábio Wajngarten, que acompanhou Bolsonaro em viagem aos Estados Unidos, foi contaminado com o novo coronavírus, informou ontem a Secom em comunicado.

Publicado edital para contratação de 5,8 mil médicos

O Ministério da Saúde publicou ontem, 12, no Diário Oficial da União, o edital para a contratação de 5.811 médicos no intuito de reforçar as equipes de saúde, neste momento da pandemia do novo coronavírus. A perspectiva é de que eles comecem a trabalhar em abril.

Os profissionais serão admitidos por meio do programa Mais Médicos. Segundo o Ministério da Saúde, eles não foram contratados pelo programa Médicos pelo Brasil, que substituiu o Mais Médicos, porque a nova iniciativa ainda não está finalizada. Ainda segundo a pasta, o cronograma do novo programa está mantido.

Esses profissionais deverão atuar em 1.864 municípios, além de 19 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs). Uma mudança foi a inclusão nesse grupo de cidades médias e grandes, uma vez que o Mais Médicos privilegiava cidades menores de regiões mais carentes.

Do total de vagas, 44,5% (2.588) serão para capitais e o restante será distribuído entre os demais perfis do programa. As localidades de extrema pobreza serão contempladas com 15% dos novos profissionais.

Poderão participar apenas candidatos com registro nos conselhos regionais de medicina. A remuneração será de R$ 12 mil e o contrato terá duração de 1 ano.

A contratação destes 5.811 médicos custará cerca de R$ 1,2 bilhões aos cofres públicos. Valor que deve vir dos R$ 5 bilhões que o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, pediu aos parlamentares por meio da liberação das emendas de relator do orçamento deste ano.

Outros cerca de R$ 1 bilhão deve ser destinado ao Programa Saúde na Hora, para custear, entre outras coisas, a ampliação do horário de atendimento das unidades básicas de saúde. Postos receberão incentivos para ficar abertos por 12 horas ou 15 horas diárias.

Com informações da Agência Brasil.

Leia mais notícias em OEstadoMA.com e siga nossas páginas no Facebook, no Twitter e no Instagram. Envie informações à Redação do Jornal de O Estado por WhatsApp pelo telefone (98) 99209 2564.

© - Todos os direitos reservados.
Tamanho da
Fonte