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Coronavírus: há 52 casos confirmados e 907 suspeitos no Brasil

Dados são repassados ao Ministério da Saúde pelos estados; no balanço do MS, 935 casos foram descartados; seis são por transmissão local
11/03/2020 às 20h50
Coronavírus: há 52 casos confirmados e 907 suspeitos no BrasilMinistério da Saúde diz que em uma ou duas semanas deve começar a fase de transmissão comunitária (Divulgação)

Brasília - Subiu para 52 o número de casos confirmados de coronavírus no Brasil, de acordo com as informações repassadas pelos estados ao Ministério da Saúde até 16h45 desta quarta-feira (12). Do total de casos confirmados, 6 são por transmissão local, quando é possível relacionar o doente a um caso confirmado e 46 casos são importados, ou seja, de pessoas que viajaram ao exterior.

Até o início da noite desta quarta-feira, 11, estavam sendo monitorados 907 casos suspeitos e outros 935 já foram descartados. Os casos confirmados no Brasil estão divididos em oito estados: Alagoas (1), Bahia (2), Minas Gerais (1), Espírito Santo (1), Rio de Janeiro (13), São Paulo (30), Rio Grande do Sul (2) e Distrito Federal (2).

O número de mortes, até esta quarta-feira, 11, era de 4.373 pessoas. O número de pessoas que não apresentam mais sintomas após terem sido diagnosticadas - portanto, consideradas curadas - está em 66.239.

Mais casos

E o Brasil está se preparando para o crescimento rápido no número de casos da doença provocada pelo Covid-19. A afirmação é do secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo dos Reis, que esteve no Senado nesta quarta-feira, para participar de audiência pública na Comissão de Fiscalização e Controle (CTFC).

“A partir de agora, deve aumentar o número de casos de transmissão local. E nós devemos entrar, em uma ou duas semanas, no que é mais grave, que nós chamamos de transmissão comunitária. As pessoas vão contrair a doença sem que nós consigamos estabelecer a origem do vírus, quem transmitiu o vírus”, explicou.

Até agora, segundo o secretário, os casos registrados no Brasil são de pessoas que contraíram o vírus em viagens ou tiveram contato com pessoas infectadas. A evolução rápida, com um pico no número de casos, foi registrada em todos os países que registram há mais tempo os casos dessa doença, e deve começar nos próximos dias no Brasil.

“Todos os países começam com o número de casos menores, um número que mais ou menos segue um padrão e, de uma hora para outra, há um acréscimo brutal. Entre quatro e seis semanas depois disso, pelo que vimos até agora, a tendência começar a cair”.

As próximas medidas a serem tomadas pelo governo, segundo Gabbardo, são a criação de um conselho interministerial para tratar do tema e uma intensificação nas orientações de isolamento domiciliar em casos suspeitos ou confirmados.

Também serão adquiridas 20 milhões de máscaras cirúrgicas e quatro milhões de máscaras hospitalares do tipo N95 para os serviços de saúde. Além disso, serão contratados cinco mil novos médicos e mais mil leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

“Estamos nos preparando para ter um número adicional de leitos de UTI porque esses pacientes entram nos leitos e não saem rápido; eles ficam de três a quatro semanas. Como não há uma renovação na utilização desses leitos, eles vão se esgotando”, explicou o secretário, que citou o exemplo da Itália, onde a falta de leitos foi um dos fatores que levaram a medidas drásticas de isolamento. Com informações da Agência Senado.

Fique por Dentro

90% dos casos de coronavírus podem ser atendidos em postos de saúde

Mais de 42 mil postos de saúde espalhados pelo país são capazes de atender 90% dos casos de coronavírus. Estudos indicam que a grande maioria dos casos de Covid-19 são mais leves e poderiam ser atendidos nesse nível de atenção. A população pode buscar os serviços quando apresentar os sintomas iniciais do vírus, como febre baixa, tosse, dor de garganta e coriza. Para isso, o Ministério da Saúde está reforçando ainda mais a capacidade assistencial da Atenção Primária durante a emergência do coronavírus.

Para o secretário executivo do Ministério da Saúde, os serviços na Atenção Primária estão preparados para enfrentar a epidemia de coronavírus. “A priorização da Atenção Primária pelo ministro Luiz Henrique Mandetta foi acertada e deixou o país mais forte para enfrentar a circulação do coronavírus no Brasil”, destacou João Gabbardo.

Uma das ações de reforço na Atenção Primária é a alteração de alguns critérios do Saúde na Hora para facilitar a adesão dos municípios ao programa que estende o horário de atendimento dos postos de saúde. Atualmente, cerca de 1.520 postos de saúde já participam do programa, em 238 municípios.

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