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Cuidado com o glitter: especialista alerta sobre os riscos de alergias

Produto que é a cara do Carnaval pode prejudicar a saúde e o meio ambiente
22/02/2020

Ele é usado o ano inteiro, mas, nos dias de Carnaval, ganha um destaque ainda maior: está nas roupas, nas máscaras, nos adereços e, principalmente, na pele. O glitter é o responsável pelo brilho que aviva todas as cores nos dias de folia. Mas esse queridinho dos bailes carnavalescos tem sido apontado como um dos vilões do meio ambiente e da saúde humana.
Pesquisadores do Imperial College London, em parceria com outros países, estimam que entre 15 e 51 trilhões de partículas dos microplásticos poluem os oceanos, atrapalhando a fotossíntese das algas e sendo ingeridas por animais aquáticos, o que, em cadeia, pode levar à ingestão por seres humanos também. Inclusive, em 2018, pesquisadores da Universidade Médica de Viena e da Agência Ambiental da Áustria detectaram partículas de microplástico nas fezes de todas as pessoas voluntárias da pesquisa.
Para saúde, ele também pode ser perigoso na pele, provocando alergias e irritações diversas. Além disso, o uso do glitter também pode ser uma ameaça à visão. Foi o que aconteceu com a digital influencer Themys Vale, que mora em São Luís. Nesse período de folia, ela realiza vários ensaios fotográficos para criar conteúdos para a rede social, e a temática do cenário é sempre ligada ao carnaval. Para isso, não pode faltar o brilho do glitter que, no caso dela, muitas vezes é usado na maquiagem para realçar a beleza dos olhos. “Fiz o uso do glitter em uma maquiagem em casa, quando fui tirar o produto do meu rosto, principalmente na área dos olhos, eu tive a sensação de areia nos olhos e depois veio um certo ardor. Fiquei bem incomodada com a situação e tive que ir ao oftalmologista. Então, o médico explicou que o produto havia arranhado a córnea do meu olho esquerdo”, relatou.
Após todo esse sufoco, ela ressalta que hoje tem mais cuidado com o uso do glitter, observando as marcas dos produtos e a composição deles. Para evitar irritação, ela também faz uso de colírios que servem para a limpeza ocular.
A dermatologista do Hapvida, Rosa Feio, explicou que o glitter é formado de plásticos copolímeros e outras substâncias químicas que podem desencadear alergias. “Pessoas com histórico alérgico em contato com o glitter podem apresentar a piora do quadro”.
Atualmente, o mercado oferece alternativas para quem não abre mão de brilhar no carnaval. A saída é o glitter biodegradável, que oferece menos riscos para a pele, pois é feito a partir “de materiais naturais, tais como o pó de mica, que é atóxico, proveniente de rocha, e corantes cosméticos, que têm em sua base gomas vegetais, urucum, beterraba e algas”, comenta a dermatologista.
Para saber como escolher o produto mais seguro entre as opções de glitter disponíveis no mercado, a especialista dá a dica: “sugerimos comprar produtos de boa marca, que tenham a descrição da composição das substâncias, e sejam também hipoalergênicos e com selo de certificação da Anvisa”, orienta.l

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