reforma Tributária

Maia critica empresários que fazem ''campanha contra'' reforma tributária

Congresso analisa propostas e Governo deve enviar projeto nas próximas semanas; presidente garante que reforma não trará aumento de carga tributária

- Atualizada em 11/10/2022 às 12h21
Rodrigo Maia diz que parte dos empresários mostra resistência que não apresentaram na Previdência
Rodrigo Maia diz que parte dos empresários mostra resistência que não apresentaram na Previdência (Rodrigo Maia)

Brasília

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), criticou nesta segunda-feira (17) empresários que, segundo ele, fazem "campanha contra" a reforma tributária. Maia não citou nomes ao fazer a crítica.

Atualmente, a Câmara e o Senado já discutem propostas sobre o tema. Há uma expectativa de o governo também enviar um texto, a ser analisado pelos parlamentares.

Mais cedo, nesta segunda, Rodrigo Maia divulgou um vídeo nas redes sociais no qual explicou pontos da reforma em discussão. No vídeo, havia uma mensagem segundo a qual alguns grupos "usam fake news para confundir a sociedade" a respeito do assunto.

Questionado, então, se o vídeo seria uma tentativa de colocar o parlamento à frente das discussões, Maia afirmou que a Câmara analisa a reforma tributária há muito tempo e que não pode aceitar informações "distorcidas" e "falsas" sobre o tema.

"Não é justo que, em vez de a gente estar em uma grande mesa de debates da sociedade, inclusive com os empresários, parte dos empresários estar fazendo campanha contra. Não foi assim que eles trabalharam na Previdência. Mas, na Previdência, eles não pagam a conta", afirmou Maia.

A reforma tributária passará por discussão em uma comissão formada por deputados e senadores. A ideia é unir os textos que já tramitam em ambas as Casas. O colegiado, no entanto, ainda não foi criado.

Simplificação

Rodrigo Maia disse acreditar que nesta semana será criada a comissão mista, composta por deputados e senadores, para analisar propostas de reforma tributária.

Em relação ao conteúdo da reforma, o presidente da Câmara afirmou que é necessário fazer um Imposto sobre Valor Agregado (IVA) nacional, "respeitando a alíquota de cada ente da federação" e "garantindo que não haverá aumento de carga tributária".

Ao ser questionado se acha que falta participação maior do governo no debate, Maia disse que o Executivo, por meio do Ministério da Economia e da Secretaria de Governo, está participando das discussões, independentemente de ter apresentado uma proposta oficial.

"Agora, quando o governo encaminhar nos próximos dias a sua reforma de IVA nacional, vai nos ajudar a juntar as duas peças e fazer a aprovação de um IVA único, que é o que nós defendemos. Nós entendemos que um IVA federal é muito difícil de passar sozinho, porque, na verdade, o grande impacto para a economia é a simplificação do ICMS", declarou.

Reforma administrativa
Em relação à reforma administrativa, Maia voltou a cobrar o envio da proposta do governo sobre o tema ao Congresso. Ele considera correta a ideia do Executivo de focar o texto na melhoria do serviço público e das relações do servidor com o estado brasileiro.

Questionado pela imprensa se o governo acerta em evitar novos concursos públicos para poder aprovar a reforma administrativa, Maia entende que a medida não seria necessária. Nesta segunda, a imprensa divulgou que a equipe econômica decidiu segurar os processos seletivos até a reforma ser aprovada pelos deputados e senadores.

"O governo vai mandar uma reforma para os futuros servidores, não sei onde haveria conflito, acho que valoriza os próprios que já estão na administração", defendeu.

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