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"Não houve fraude e nem vazamento", diz ministro sobre Enem

Em audiência no Senado, ministro da Educação, destacou que o Enem 2019 apresentou inconsistências que afetaram 0,15% dos participantes
11/02/2020 às 21h15
"Não houve fraude e nem vazamento", diz ministro sobre EnemAbraham Weintraub foi pela nona vez ao Senado prestar contas (Agência Senado)

Brasília- Em audiência na Comissão de Educação, Cultura e Esporte, do Senado, nesta terça-feira, 11, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, destacou que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019 apresentou inconsistências que afetaram 0,15% dos participantes. Todas as provas foram corrigidas, e ninguém saiu lesado, segundo o titular da pasta.

“Não houve fraude, não houve furto de prova, não houve vazamento de questão”, observou o ministro, que mencionou ainda a economia de gastos com o exame, de R$ 52 milhões em relação a 2018.

Foi a nona vez, desde que assumiu o ministério, em abril de 2019, que Abraham Weintraub foi ao Congresso para prestar contas sobre a pasta. O Enem 2019 contou com índice de participação de 77,2% - o maior desde 2009, ano em que o exame começou a ser realizado em dois dias. Cerca de 4 milhões de estudantes realizaram as provas em dois dias de aplicação.

Um total de 5.100 provas teve inconsistências nas correções. Os casos se concentraram em quatro municípios: Viçosa, Ituiutaba e Iturama, em Minas Gerais; e Alagoinhas, na Bahia. A discrepância entre o número de acertos e a nota divulgada inicialmente é consequência de uma associação equivocada entre a cor do Caderno de Questões e o gabarito correspondente. Não houve alteração nas notas da redação. Tudo foi sanado antes da abertura do Sistema de Seleção Unificada (Sisu).

De forma inédita, o MEC utilizou o sistema em nuvem, sem ser por placas, para aumentar a capacidade de atendimento ao programa. A decisão se deu para suportar mais usuários ao mesmo tempo, e adaptar o portal para aparelhos mobile e economizar recursos.Foi registrado um pico de 7 mil inscrições por minuto no primeiro dia de inscrições, número recorde. Quanto ao dinheiro, a redução de gastos com a nova tecnologia é estimada em R$ 15 milhões já em 2020 e R$ 25 milhões nos primeiros cinco anos.

“Ficou muito mais interativo para o celular e aumentou sobremaneira a demanda no sistema”, disse o ministro. “Atendemos toda a demanda existente, das 4 milhões de pessoas, nos quatro primeiros dias”.

O Enem é o segundo maior exame de acesso à educação superior do mundo. O Sisu é o sistema pelo qual as instituições públicas de ensino superior usam para selecionar estudantes por meio das notas do Enem. Ao final, o ministro fez um balanço de sua gestão — como registrado em café da manhã com jornalistas em janeiro deste ano.

O ministro ressaltou que o governo enviará, em breve, ao Congresso, a PEC do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

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As explicações do ministro Abraham Weintraub, sobre os problemas na mais recente edição do Enem não convenceram todos os senadores durante audiência pública nesta terça-feira, 11, na Comissão de Educação (CE). Alguns parlamentares defenderam a demissão ou impeachment do atual titular da pasta. Outros consideram que não há razões para o impedimento e defenderam a gestão de Weintraub no MEC.

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