Estado Maior | COLUNA

Estratégias para ter Edivaldo

08/01/2020

O tempo para a sucessão em São Luís parece que começou a correr mais rápido. Quem pretende disputar as eleições municipais este ano - para cargos majoritários principalmente - está redefinindo (ou em alguns casos ainda definindo) - suas estratégias para viabilizar sua candidatura.
Um exemplo é o PCdoB, que busca a todo custo deixar competitivo o nome do secretário de Cidades do Maranhão, Rubens Júnior, na corrida pela cadeira do Palácio de La Ravàdiere. Em mais uma tentativa de alavancar o comunista, seu partido - por meio dos seus nomes mais expressivos - agora fazem elogios públicos ao prefeito Edivaldo Júnior (PDT) colocando a figura do gestor como o único nome que deve comandar o processo.
Até aí não há problemas aparentemente. No entanto, devido ao perfil e aos aliados partidários, o prefeito da capital não deve “cair” tão fácil nos galanteios comunistas.
No primeiro caso, o perfil de gestor de Edivaldo Júnior pouco ou quase nunca é confundido com o do político. Mesmo em 2016, quando disputou a reeleição - o pedetista evitou falar (ou agir abertamente) - como candidato à reeleição. Sem o compromisso de permanecer na cadeira de prefeito, Edivaldo Júnior se movimenta menos ainda como político.
Um exemplo é sua postura logo no início de 2020, no qual preferiu traçar uma agenda de vistoria e anúncios de obras - principalmente no Centro da capital - a fazer fotos com aliados e contribuir com a campanha política.
Edivaldo Júnior busca, em seus quase oito anos de gestão, não se preocupar com as questões políticas - pelo menos em público durante suas ações como administrador. Para o PCdoB, que parece querer ligar Rubens Júnior e seu programa “eleitoreiro” no Centro Histórico de São Luís às obras do prefeito, há muito ainda o que se debater. Até mesmo porque há pedetistas que não aprovam. O que dificulta e muito o quadro ideal para os comunistas.

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