Estado Maior

Nada bom

06/01/2020

As ações do governo estadual em seu primeiro ano do segundo mandato representam somente 20% do que o governador Flávio Dino (PCdoB) se comprometeu em fazer durante as eleições de 2018. Segundo o levantamento do site G1, a gestão comunista deixou de cumprir maioria do que prometeu para justificar sua reeleição.

Dos 58 itens de seu programa de governo, Dino cumpriu somente 13 pontos, 23 foram cumpridos em parte e 20 não saíram do papel.

Áreas mais sensíveis no levantamento do G1 são Educação, Saúde, Infraestrutura e Habitação. A última, do que foi posto em seu programa de governo, nada foi cumprido.

Devido aos números nada favoráveis, Dino desta vez não quis comentar os dados expostos pelo site. Se limitou somente a destacar a área que parece ter mais avançado no seu segundo mandato que foi a Segurança Pública quando relacionado ao que foi prometido e o que está em andamento ou cumprido.

Fora isto, a administração estadual demonstra que o comandante do Maranhão está mais preocupado com seu projeto político pessoal de ser um nome de destaque na sucessão presidencial em 2022 do que colocar o estado pra funcionar e reduzir os índices complicados de extrema pobreza e de desemprego oriundos dos últimos quatro anos da gestão comunista no Maranhão.

Ainda falta muito para Flávio Dino cumprir dos pontos que ele se comprometeu na Justiça Eleitoral de que faria se reeleito fosse.

A sociedade precisa ficar de olho e cobrar do seu governante que tudo seja cumprido. Que cada pontos dos 58 propostos no plano de governo se tornem realidade.

Não há espaço para desculpas. Caso contrário, Dino mais uma vez demonstrará que se compromete em fazer o que não tem condições de cumprir.

Silêncio

Quando os dados são desfavoráveis para Flávio Dino, o governador adota o silêncio como estratégia ou decide buscar culpados.

Na segunda opção, claro, os culpados são seus adversários. Sejam por “herança” de adversários ou por políticas externas ao Maranhão que parecem prejudicar somente o estado.

E momento algum, o governador comunista chegou a admitir que sua gestão tem equívocos como a pesada folha de pessoal que consome quase 60% da receita corrente líquida do estado.

Impostos

Sobre dados de receita do Maranhão, o impostômetro da Associação Comercial de São Paulo mostrou que os maranhenses contribuíram para o estado arrecadar quase R$ 25 bilhões em 2019.

Ou seja, não faltou dinheiro para investimentos no Maranhão. No entanto, os encargos com pagamento de parcela de dívidas de empréstimos e com a folha de pessoa levou a maior parte da verba.

Dinheiro que conta ainda com o Fundo de Participação dos Estados (FPE), que somente cresceu nos últimos quatro anos. Além disto, há recursos extras como o da Cessão Onerosa e do Fundo da Lava Jato.

Dinheiro não faltou

Mesmo sem faltar dinheiro, os dados do Maranhão (tanto sociais quanto econômicos) são um dos piores do Brasil.

Resultado de uma gestão iniciada em 2015 que vem privilegiando uma máquina inchada que ocupa quase 60% da receita corrente líquida com a folha de pessoal.

Uma gestão que destina mais para pagamento de parcelas de dívidas em empréstimos (a atual gestão contraiu mais de R$ 1 bilhão nos últimos quatro anos) do que com áreas como habitação, ciência se tecnologia ou mesmo Cultura, Turismo e Esportes.

Críticas

O deputado federal e pastor, Marco Feliciano, fez críticas a suposta composição de chapa do apresentador Luciano Huck e o governador do Maranhão Flávio Dino.

Segundo Feliciano, Huck é uma estratégia da Globo “de tomar o poder” e que comunistas são ateus.

O pastor escreveu: “diga com quem tu andas, que te direi quem és”, para mostrar que essa combinação tanto difundida pelos aliados de Dino não é das melhores.

Resposta

E falando em Marco Feliciano, ele acabou sendo enquadrado pelo colega de parlamento, o deputado maranhense Márcio Jerry (PCdoB) nas redes sociais.

Feliciano desdenhou de artigo na Folha de São Paulo que mostra que na esquerda existem evangélicos.

Márcio Jerry questionou o pastor sobre ser ele o “dono dos evangélicos” e ainda citou que nos quadros do PCdoB existem pastores, diáconos e missionários.

DE OLHO

R$ 24,7 bilhões foi o quanto o governo do Maranhão arrecadou em impostos no ano passado. A cidade que mais arrecadou foi São Luís com mais de R$ 830 milhões

Obras no MA

Sobre poços artesianos construídos e entregues no interior do Maranhão, depois do vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (PSL), destacar a ação do Governo Federal, o pai do parlamentar, o presidente Jair Bolsonaro também comentou.

Nas redes sociais, o presidente da República compartilhou vídeo do prefeito de Trizidela do Vale, Fred Maia, que mostrar os poços funcionando.

“Obras definitivas têm chegado em todo o Nordeste. No vídeo, poços artesianos no interior do Maranhão, o único estado governado por comunistas declarados no Brasil”, disse Bolsonaro.

E mais:

- O PCdoB do Maranhão fez gestos públicos na direção do prefeito de São Luís, Edivaldo Júnior (PDT).

- Ao longo da última semana, o partido do governador Flávio Dino vem mostrando o papel do pedetista no processo da própria sucessão.

- Vale lembrar que o PCdoB e Flávio Dino foram quem trabalharam, em 2011 e 2012, para que Edivaldo Júnior chegasse a Prefeitura da capital. Em 2016, os comunistas também tiveram papel fundamental na reeleição do pedetista.

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