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Teatro em praça pública

"O Macaco Malandro", "Contos da Floresta" e "Contos Africanos" são as montagens que a companhia teatral Casa do Sol apresenta este mês no Centro de São Luís
06/12/2019
Teatro em praça pública"O Macaco Malandro" é um dos espetáculos da Casa do Sol (Divulgação)

São Luís - Fundada há quatro anos, a companhia de teatro Casa do Sol busca articular, em suas ações, diversos saberes em função da expressão artística com o objetivo de oferecer trabalhos que dialoguem com as demandas sociais e culturais da sociedade. Três dos espetáculos que integram o repertório da cia serão apresentados neste fim de ano, sempre às 20h30 em frente ao coreto da Biblioteca Pública Benedito Leite (Centro). “O Macaco Malandro”, estará em cartaz hoje; “Contos da Floresta: a criação do mundo”, dia 20; e “Contos Africanos”, dia 29 deste mês.

Sob a coordenação do ator e diretor Urias de Oliveira, a Casa do Sol leva ao palco, no espetáculo “O Macaco Malandro”, um texto de autoria da escritora Tatyana Belink. Trata-se de uma fábula infantil que apresenta um lobo e uma raposa que, famintos, na floresta, encontram um pedaço de queijo e este passa a ser objeto de disputa e causador de desavenças que precisam ser solucionadas. Assim, o queijo é levado ao macaco que se diz o juiz da floresta. Ele, no entanto, devora o alimento diante dos olhos arregalados do lobo e da raposa que se veem enganados pela astucia do macaco. E aprendem que a partir daquele momento eles mesmos resolverão seus problemas sem brigas que prejudicam a amizade dos dois.

O espetáculo traz no elenco os atores Emanuel Balata, C´ayu Tze e Urias de Oliveira, com sonoplastia de Emanuel Balata, direção de Urias de Oliveira e iluminação, figurino e cenário, uma criação coletiva da companhia. “É uma fábula que encanta crianças e adultos e que é encenada em interação com a plateia, uma das características do nosso trabalho na companhia”, diz o diretor explicando que os espetáculos integram a programação oficial de Natal promovida pelo governo do estado.

A Casa do Sol leva ao público também o espetáculo “Contos da Floresta: a criação do mundo”. Trata-se de uma performance-ritual que compõe o projeto “Performance griot”. “Contos da floresta: a criação do mundo” é composto por vários mitos e lendas indígenas brasileiras de diversas regiões que narram a criação do mundo e de tudo que nele existe.

A performance valoriza a força curativa do contar histórias e a importância da cultura dos povos indígenas presentes nos mitos usados para a composição dramatúrgica. Para auxiliar no contar dos mitos e lendas, Urias de Oliveira faz uso de várias linguagens como manipulação de objetos e artefatos indígenas, pintura corporal, cantos, dança e projeção de imagens.

O último a ser apresentado será “Contos Africanos”, que leva ao palco um griot (contador de histórias) que narra cinco mitos da criação e apresenta Olorum, o Senhor Supremo dos deuses africanos, e outros orixás empenhados na criação da Terra e dos seres humanos. “Os dois espetáculos - ‘Contos da Floresta’ e ‘Contos Africanos’ - integram uma trilogia que será encerrada com ‘Contos Ibéricos’, espetáculo no qual estou trabalhando e que pretendo estrear ano que vem. Também para 2020 planejamos realizar uma temporada com ‘Procissão dos Ossos’ no primeiro semestre e estrearmos ‘O Encoberto’, uma montagem nova”, adianta Urias de Oliveira.

Companhia

A Casa do Sol foi fundada em 2015 e traz ainda em seu repertório espetáculos como “A Escrita do Deus”, um monólogo baseado em crônica do escritor argentino Jorge Luís Borges, publicado no livro “O Aleph”; “A procissão dos Ossos”, espetáculo baseado em uma lenda urbana da capital maranhense conhecida como “Procissão das Almas”; “O boi e o burro”, um auto de Natal baseado no conto de Maria Claro Machado, que conta a história do nascimento de Jesus na visão dos dois animais que acompanham o recém-nascido: o boi e o burro, protagonistas da história.

Tem ainda “Tambores: a história deste livro”, inspirado na carta que finaliza o livro “Tambores de São Luís”, onde o autor Josué Montello descreve “como escrevi este livro”. O trabalho é constituído por cantos e danças maranhenses. A companhia tem ainda em seu repertório “A solidão de Dom Quixote”, no qual Urias de Oliveira recria “O cavaleiro da triste figura”, que se arrasta para dentro da cena e, com leveza, conversa sobre a solidão humana; entre outros.

A Casa do Sol desenvolve uma série de atividades que atuam na formação de atores, preparação de elenco, teatro empresarial, intervenções urbanas, espetáculos teatrais e peças artesanais. Entre as oficinas está “Corpo Brincante - um instrumento de criação”, que tem como objetivo instrumentalizar e treinar atores, bailarinos, performers e artistas do corpo em geral, que utilizam o corpo como base para criação artística, utilizando de arquétipos encontrados nas danças sagradas e populares do maranhão (Mina, Candomblé, Bumba-meu-boi e outros). A oficina já foi ministrada em eventos em São Luís e em cidades do Brasil e de outros países. Sob direção de Urias de Oliveira, a companhia é composta pelos atores Emanuel Balata, C'ayu Hernández e Jehan Michel.

Serviço

O quê

Espetáculos “O Macaco Malandro”, “Contos da Floresta” e “Contos Africanos”, da Cia Casa do Sol

Quando

Respectivamente hoje e dias 20 e 29 deste mês, sempre às 20h

Onde

Em frente a Biblioteca Pública Benedito Leite (Centro)

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