Estado Maior | COLUNA

Tantas voltas

29/11/2019

Foram pouco mais de 12 meses da decisão de primeiro grau que levou a uma condenação contra o governador Flávio Dino (PCdoB) e o atual deputado federal Márcio Jerry, também do PCdoB, até o desfecho do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) sobre o recurso dos comunistas.
A ação que levou à condenação diz respeito ao programa Mais Asfalto, que teria ocasionado, nas eleições de 2016, abuso de poder político e econômico de Dino e Jerry em prol do prefeito eleito de Coroatrá, Luiz Filho.
Da decisão primeira até ontem, em sessão no TRE, o fato passou ainda pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), pela Associação de Magistrados do Maranhão (AMMA) e por gabinete do relator do recurso no TRE.
E um caminho tão longo se deu porque Dino não aceitou receber uma condenação de primeiro grau. Representou a juíza Anielle Reginato no CNJ, a acusando de posição política em sua decisão como juíza de Coroatá. Desta representação, ficou somente claro que a acusação do governador não tinha como ser provada.
Passou pela AMMA, porque a magistrada foi publicamente “linchada” nas redes sociais e mídias ligadas ao Palácio dos Leões porque exerceu sua função de julgadora. A Associação somente se manifestou sobre as “pedradas” depois de Reginato anunciar sua desfiliação da entidade.
Por fim, no TRE, que teve vários mandados de segurança para julgar. Todos do lado de Dino, até chegar à sessão de ontem.
Tantas voltas até o julgamento que, por fim, reformou sentença da magistrada de primeiro grau.
Resta à coligação “Coroatá quer mais” recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Da ação até ontem, se passaram três anos. Até o julgamento no TSE, deve levar mais bons meses.

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