Cidades | Pesquisa

Imperatriz recebe estudo inédito de Alimentação e Nutrição Infantil

Mais de 300 domicílios serão visitados por pesquisadores do Ministério da Saúde para avaliar estatura, peso e exames de sangue de crianças de até cinco anos
(Com informações do Ministério da Saúde)27/11/2019 às 18h18
Imperatriz recebe estudo inédito de Alimentação e Nutrição InfantilRealização da pesquisa segue rigorosa metodologia científica e foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos da UFRJ (Divulgação)

Imperatriz - O Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (Enani), pesquisa da UFRJ encomendada pelo Ministério da Saúde, chega no Maranhão para percorrer 310 domicílios em três cidades. Essa é a sexta fase do inquérito, que, pela primeira vez no país, coletará informações detalhadas sobre hábitos alimentares, peso e altura de crianças de até cinco anos. Também serão realizados exames de sangue nos participantes com mais de seis meses de vida e o mapeamento sanguíneo de 12 micronutrientes, como os minerais zinco e selênio, e vitaminas do complexo B, além de investigadas informações sobre amamentação, doação de leite humano, consumo de suplementos de vitaminas e minerais, habilidades culinárias, ambiente alimentar e condições sociais da família. Ao todo, 15 mil famílias serão visitadas pelos pesquisadores em 123 municípios brasileiros.

O objetivo do estudo é obter dados inéditos sobre o crescimento e o desenvolvimento infantil para compor um retrato da nutrição infantil no Brasil, que possa subsidiar a elaboração de políticas públicas na área de saúde e nutrição no futuro. O coordenador nacional do Enani, o pesquisador Gilberto Kac, destaca que um inquérito tão completo como este trará informações inéditas sobre alimentação infantil e o perfil de deficiência de vitaminas e minerais das crianças brasileiras. "Os dados sobre estado nutricional antropométrico poderão ajudar a responder, por exemplo, se a desnutrição está realmente diminuindo como um problema epidemiológico. Por outro lado, o estudo deverá corroborar a acertada definição do Ministério da Saúde em indicar a prevenção da obesidade com prioridade em sua agenda.

Visitas domiciliares
A 6ª fase do Enani visita, entre outubro e novembro, 2.170 domicílios no Maranhão, Ceará, Amapá, Piauí e Pará. No Maranhão, 310 domicílios serão percorridos em três cidades: São Luís, Imperatriz e Caxias.

O Enani percorre, desde março, 11.300 casas em 17 estados: Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Distrito Federal, Mato Grosso, Paraná, Acre, Amazonas, Rondônia, Roraima, Tocantins, Goiás e São Paulo nas cinco primeiras fases da pesquisa. Até o fim do ano, todos os estados brasileiros receberão os pesquisadores de campo. Alagoas, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe completam a pesquisa, iniciando a última fase em novembro.

Segurança
As visitas domiciliares do Enani são realizadas por pesquisadores de campo identificados com camisas e crachás contendo o nome e a fotografia do entrevistador, além do logotipo do Ministério da Saúde. No site da pesquisa (enani.nutricao.ufrj.br) também é possível conferir a fotografia dos entrevistadores de campo. Os dados informados são sigilosos e, em hipótese alguma, os nomes das crianças ou dos seus responsáveis serão identificados.

A participação dos indivíduos é voluntária. No início da pesquisa, o entrevistador explica todos os procedimentos e entrega aos participantes um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Esse documento informa sobre todos os detalhes do estudo e orienta como o selecionado pode entrar em contato com a central do estudo para tirar dúvidas, incluindo a opção gratuita de ligar para o número 0800 808 0990. A realização da pesquisa segue rigorosa metodologia científica e foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos da UFRJ.

SERVIÇO

Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI)
Visitas domiciliares no Maranhão: São Luís, Imperatriz e Caxias.

Leia mais notícias em OEstadoMA.com e siga nossas páginas no Facebook, no Twitter e no Instagram. Envie informações à Redação do Jornal de O Estado por WhatsApp pelo telefone (98) 99209 2564.

© 2019 - Todos os direitos reservados.
Tamanho da
Fonte