Economia | Estatística

Maranhão tem segundo maior número de desalentados no país

O estado registra ainda o maior percentual de trabalhadores sem carteira assinada no setor privado, quase o dobro da média nacional
Daniel Matos19/11/2019 às 12h01
Maranhão tem segundo maior número de desalentados no paísEstatísticas oficiais de desemprego são desanimadoras para o Maranhão (Divulgação)

O Maranhão é o segundo no país que concentra o maior número de desalentados. São 592 mil pessoas no estado que procuram trabalho há dois anos ou mais, segundo dados da PNAD Contínua do 3º trimestre de 2019, divulgada nesta terça-feira, 19,pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A Bahia lidera com 781 mil desalentados.

Os números da PNAD informam ainda que o percentual de pessoas desalentadas (em relação à população na força de trabalho ou desalentada) no 3º trimestre de 2019 foi de 4,2% no país. Os maiores percentuais estavam no Maranhão (18,3%) e Alagoas (16,5%) e os menores em Santa Catarina (1,1%), Rio Grande do Sul (1,3%) e Distrito Federal (1,3%).

O Maranhão registra ainda o maior percentual de trabalhadores sem carteira assinada (50,1%) no setor privado, quase o dobro da média do Brasil (26,4%), seguido do Piauí (49,9%). As menores taxas registram-se no Rio Grande do Sul (18,1%) e Santa Catarina (12,3%).

No 3º trimestre de 2019, a taxa composta de subutilização da força de trabalho (percentual de pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e na força de trabalho potencial em relação a força de trabalho ampliada) foi de 24,0%.

Maranhão (41,6%) e Piauí (41,1%) apresentam estimativas acima de 40%. Por outro lado, os estados onde foram observadas as menores taxas foram: Santa Catarina (10,6%), Mato Grosso (14,7%), Rio Grande do Sul (16,3%) e Mato Grosso do Sul (16,3%).

A taxa de desocupação do país no 3º trimestre de 2019 foi de 11,8%, com redução de 0,2 ponto percentual (p.p.) frente ao 2° trimestre de 2019 (12,0%) e estabilidade em relação ao mesmo trimestre de 2018 (11,9%). Considerando-se as variações estaticamente significativas em relação ao trimestre anterior, a taxa recuou em São Paulo (-0,8 p. p.) e aumentou em Rondônia (1,5 p. p.), permanecendo estável nas demais 25 unidades da federação. No Maranhão, a taxa foi de 14,1% no período, oitava maior no país.

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