Competição

Campeonato Brasileiro de Salvamento Aquático tem dois dias de competições em São Luís

Atividades fizeram parte do Campeonato Brasileiro de Salvamento Aquático, no XIX Seminário Nacional de Bombeiros (Senabom)

- Atualizada em 11/10/2022 às 12h22
Competições foram acirradas na areia, mar e piscina
Competições foram acirradas na areia, mar e piscina (Senabom)

Provas em piscina, no mar e na areia, de diferentes modalidades, reuniram 293 atletas militares de 16 estados brasileiros, durante a semana que passou. Eles participaram do Campeonato Brasileiro de Salvamento Aquático, parte do XIX Seminário Nacional de Bombeiros (Senabom). Além da piscina e arena da Associação Atlética do Banco do Brasil (AABB), a disputa do Aquathlon foi realizada na praia de São Marcos, próximo à Praça dos Pescadores.

A primeira parte da competição aconteceu na terça-feira (13) pela manhã, na AABB. Os atletas disputaram as provas de 50m e 100m carregando manequins que imitavam vítimas. No mesmo dia, no período da tarde, foi a vez da prova do Aquatlhon, uma bateria com 1km de corrida, seguidos de 1 km de natação e que finaliza com mais 1 km de corrida.

Antes da prova, o veterano de 20 competições e vencedor de várias edições anteriores Jardiel Luquine, fez a predição de quem chegaria em primeiro lugar na competição geral. Chefe da delegação da Bahia, que trouxe 18 atletas para a prova entre bombeiros militares e guarda-vidas civis, conhecia bem o futuro vencedor.

“Meu filho, porque ele treinou muito, está bem preparado e é ele que vai ganhar”, disse.

A confiança de pai se concretizou. Jardiel Luquine da Silva Neto, também salva-vidas e de apenas 24 anos, foi ouro na classificação geral. Em seu terceiro Campeonato Brasileiro de Salvamento Aquático, ele contou o segredo.

“É muita cobrança. Meu pai é exigente, fiquei doente duas semanas antes da competição, mas antes disso, eram três treinos durante o dia, um de corrida, um de natação e um com o boneco. Tudo isso com ele marcando em cima o tempo todo”, contou.

A maranhense Jhenify Raquel Souza Silva, de 21, anos é cadete do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão e também levou um dos ouros da competição feminina, já na primeira na primeira participação.

“Primeira vez que participo, foi muito bom, pensei que não iria conseguir no começo porque é muito difícil se estabilizar no mar, mas depois que a gente consegue nadar de verdade, pega o ritmo e uma hora acaba”, disse.
Na quinta-feira, as provas de piscina continuaram na AABB, só que dessa vez nas modalidades coletivas, como revezamento 4x50 obstáculos, depois 4x25 com reboque de manequim e o 4x50 metros Medley.

A major Priscila Chahini, falou da importância da competição para a atuação dos militares na sociedade.

“Esse esporte se chama Lifesaving. Ele é importante porque a gente treina para salvar. A gente usa o esporte como prevenção de salvamento e de afogamentos”, explicou.

A última prova foi a de Beach Flag, a corrida à nadadeira, prova em que deitados em uma arena, os atletas recebem um comando e rapidamente devem alcançar uma das nadadeiras posicionadas a 25 metros. Quem pegar primeiro se classifica para a próxima rodada, até chegar a um vencedor.

O segundo-tenente do Corpo de Bombeiros Militar da Paraíba (CBMPB), Ronaldo da Silva, competiu na categoria G1, para atletas de mais de 50 anos. Para ele, as baterias de Beach Flag servem também pelo espírito esportivo e diversão.

“Treinei muito para as competições de água, mas aqui para a corrida à nadadeira, o joelho não deixou, então vim na garra e na coragem, o que vale é competir e confraternizar”, disse.

Esta foi a primeira edição do Campeonato Brasileiro de Salvamento Aquático realizada realizada em São Luís. O próximo deve acontecer entre os dias 20 e 22 outubro de 2020, na próxima edição do Senabom, em São Paulo.

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