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Dia Mundial do Diabetes: a obesidade é fator de risco

Não é coincidência, que paralelamente ao avanço da obesidade, a Organização Mundial de Saúde registra um aumento proporcional do diabete tipo 2
14/11/2019 às 08h00
Dia Mundial do Diabetes: a obesidade é fator de riscoExcesso de peso e obesidade mata mais do que o baixo peso ou desnutrição (Divulgação)

Desde 1991 o dia 14 de Novembro é celebrado pela Federação Internacional de Diabetes e pela Organização Mundial de Saúde como dia Mundial de Diabetes. O tema deste ano é Diabetes: uma doença invisível. A intenção é estimular o diálogo sobre o diabetes entre as pessoas e, com isso, disseminar conhecimento, bem como promover ações de prevenção e controle da doença.

O Diabetes é uma doença crônica que se caracteriza pelo aumento constante dos níveis de glicemia no sangue. Sua incidência tem aumentado em todo mundo pelos hábitos alimentares inadequados, pelo sedentarismo e principalmente por um fator de risco cardiometabólico que está diretamente ligado ao diabetes, a obesidade.

A obesidade é uma epidemia que cresce rapidamente em todo o mundo. Sua prevalência quase que dobrou em mais de 70 países desde 1980. Em 2015, um total de 107 milhões de crianças e 600 milhões de adultos eram obesos. E mais, 75% da população mundial vivem em países onde o excesso de peso e a obesidade, mata mais do que pessoas abaixo do peso, ou seja, a desnutrição.

Não é coincidência, que paralelamente ao avanço da obesidade, a Organização Mundial de Saúde registra um aumento proporcional do diabete tipo 2. Segundo a OMS, 422 milhões de adultos viviam com diabetes em 2014. A prevalência global desta doença quase dobrou desde 1980, passando de 4,7% para 8,5% da população adulta. E o número de pessoas com a doença quadriplicou, refletindo a ligação com os números do fator de risco cardiometabólico.

A federação Internacional de Diabetes estima que em 2040, a doença atinja cerca de 415 milhões de pessoas. A seguir essa tendência, até 2033, a diabete TIPO 2 será a principal causa de doenças crônicas cardiometabólicas para homens e a segunda causa em mulheres.

Portanto, a diabete TIPO 2, tornou-se uma das doenças não transmissíveis mais comuns no mundo, quadruplicando o número de casos em apenas 35 anos. A sociedade exige resposta para essa pandemia.

Como evitar
Para essa doença com a incidência crescente em todo o mundo, existem medidas preventivas que possam evitá-las? Mesmo em pessoas com uma carga genética? E uma vez feito o diagnóstico, ela tem controle? Tem reversão? E qual a melhor forma de prevenir ou tratar? Essas são as inquietações que assombram as pessoas com o diabete TIPO 2.

Para o médico cardiologista, Serafim Jr., existe luz para nortear a vida dessas pessoas e de seus familiares. Ela não está em nenhum medicamento milagroso que a ciência acabou de descobrir. É uma fórmula bem simples. A mudança do estilo de vida. Essa mudança de estilo de vida está no que ele chama de terapia médica nutricional.

A terapia Médica Nutricional é feita utilizando alguns tipos de alimentos saudáveis com densidade forte (restrição a carboidratos processados, tubérculos), tempo restrito de alimentação e atividade física. Serafim Jr. faz uma defesa enfática dessa terapia, para prevenir e reverter o diabetes.

Para ele, a alimentação com baixo carboidrato é realmente eficaz na reversão e controle do diabetes TIPO 2. Além da alimentação, também são fundamentais para o sucesso da Terapia Médica Nutricional, o jejum intermitente ou restrição de energia e a atividade física orientada. Portanto, o estímulo a alimentação saudável, a restrição de energia e prática de atividade física como andar de bicicleta, correr ou nadar tem a força de mudar definitivamente a vida da pessoa com diabetes TIPO 2.

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