Estado Maior | COLUNA

Lavou as mãos?

04/11/2019

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), passou os últimos dias tentando, como sempre, eximir-se de qualquer responsabilidade relacionada ao caso do assassinato de uma liderança indígena na Reserva Arariboia, na região de Bom Jesus das Selvas.
“Competência federal”, diz ele, como se segurança pública não fosse um dever do Estado, mas da União.
Contra os argumentos do comunista, contudo, pesa uma entrevista que ele mesmo concedeu a Miriam Leitão, da Globo News, em setembro. Na ocasião, a jornalista relatou a situação, segundo ela, preocupante dos conflitos na terra indígena alvo de conflito neste fim de semana.
“Eu estou particularmente preocupada com isso”, disse, a um Flávio Dino visivelmente desinformado sobre a real situação na localidade, a ponto de reconhecer isso, mas apenas prometer “provocar a Funai e a própria Polícia Federal para examinar essa situação”.
Como revelou o G1 Maranhão no sábado, 2, o comunista efetivamente o fez: encaminhou pedidos de proteção à Funai e ao Ministério da Justiça. E só.
Depois disso, lavou as mãos, tal qual Pilatos. Como se, como governador do Maranhão, não tivesse qualquer autonomia de reforçar o aparato de segurança pública na região para, pelo menos intimidar criminosos.
O resultado de tamanha omissão foi que o líder indígena Paulo Paulino Guajajara acabou morto num confronto. Mas, Dino segue achando que não tem nada com isso.

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