Opinião | Artigo

Para onde caminha o SUS

02/11/2019

O Sistema Único de Saúde (SUS) acaba de completar 31 anos. A Constituição Federal de 1988, contudo, ao instituí-lo, aprovou as diretrizes de um sistema que não teve condições materiais para sua efetivação plena. Embora a busca pela universalidade da atenção à saúde tenha sido um dos principais fatores fomentadores da expansão do SUS, o maior impacto na saúde pública vem sendo causado pelo Programa Saúde da Família, na atenção básica, onde conseguimos avanços em indicadores importantes, como a mortalidade infantil. Entretanto, não logramos o mesmo êxito no que pertine à atenção secundária e à terciária, capazes de tornar resolutivos os casos clínicos e/ou cirúrgicos referenciados pela atenção primária em saúde, ocasionando, por exemplo, altas taxas de mortalidade materna e uma grande desigualdade na área hospitalar especializada.
Um estudo inédito, liderado por Harvard e elaborado por 12 universidades e instituições, a exemplo da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e da Organização Mundial da Saúde (OMS), intitulado "Sistema de Saúde Unificado do Brasil: os primeiros 30 anos e as perspectivas para o futuro", publicado na revista especializada "Lancet", mapeou avanços e fragilidades da saúde pública brasileira, por meio de quatro indicadores básicos de saúde: índice de mortalidade infantil, cobertura pré-natal, expansão do Programa Saúde da Família e mortalidade por doenças crônico degenerativas, com ênfase nas cardiovasculares.

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