Política | Eleições 2020

Primeira pesquisa Escutec/O Estado mostra cenários da sucessão em SL

Instituto ouviu 1.002 pessoas nos dias 12 a 17 de outubro e apresentou cinco cenários estimulados e um espontâneo
Carla Lima/Editora de Política19/10/2019
Primeira pesquisa Escutec/O Estado mostra cenários da sucessão em SLEscutec/O Estado trouxe cenários da sucessão em São Luís (Arte/O Estado)

O Instituto Escutec e O Estado trazem sua primeira pesquisa sobre a sucessão em São Luís. Foram apresentados cinco cenários estimulados, além do espontâneo. Em todos os cenários com nomes apresentados ao eleitor, o deputado federal Eduardo Braide (sem partido) aparece liderando, com mais de 40% das intenções de votos. Foram ouvidas 1.002 pessoas, de 12 a 17 de outubro. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais para mais ou para menos e o intervalo de confiança, de 95%.

O questionamento sobre em quem o eleitor votaria para prefeito de São Luís se as eleições fossem hoje foi aplicado primeiro sem indicar nomes. Nesta pesquisa espontânea, Eduardo Braide aparece com 25,2%. Dos candidatos do grupo do governador Flávio Dino (PCdoB) citados, os que melhor aparecem posicionados são os deputados estaduais Neto Evangelista (DEM) e Duarte Júnior (PCdoB), ambos com 3%.

O deputado Wellington do Curso (PSDB) também é citado, com 2%, seguido pelo também deputado estadual Adriano Sarney (PV), com 1,5%.

Após este primeiro bloco, os citados pelos eleitores aparecem com menos de 1%. São eles: Bira do Pindaré (PSB) - 0,7%; Osmar Filho (PDT) - 0,4%, mesmo percentual de Tadeu Palácio (PSL), Cléber Verde (PRB), Maura Jorge (PSL), Marcial Lima (PRTB) e Felipe Camarão (DEM); os pedetistas Yglésio Moyses e Ivaldo Rodrigues aparecem com 0,3%; e Jeisael Marx (sem partido), 0,2%.

Ninguém pontuou 1,2% e, somando mais de 60% da opinião dos entrevistados, não respondeu ou não sabe.

Estimulado

Com perguntas estimuladas - quando o nome dos pré-candidatos são apresentados ao entrevistado -, os cenários são bem diferentes. Foram cinco cenários estimulados. O primeiro reuniu todos os nomes já colocados como possíveis candidatos à Prefeitura de São Luís. São 15 pré-candidatos apresentados ao eleitor.

Neste caso, Braide aparece com 42,6%. Ele é seguido de longe por Duarte Júnior, que obteve 10%, Neto Evangelista com 8,8% e Wellington do Curso, 8,2%. Com 4,8% aparece Tadeu Palácio, 4,5% Adriano Sarney, Bira do Pindaré 4% e Osmar Filho 3,1%.

Com menos de 2% aparecem Yglésio Moyses (1,8%), coronel Monteiro (1,7%), Jeisael Marx (1,1%) e Rubens Júnior (PCdoB) - que não apareceu na pesquisa espoontânea - obteve 1%, mesmo percentual do apóstolo Sílvio Antônio (PSL). Allan Garcez (PSL) e Carlos Madeira (sem partido), que assim como Rubens Júnior, também não foram citados na pesquisa espontânea. Nenhum dos candidatos somou 1,4% e não sabe ou não respondeu, 4%.

Menos candidatos

Nos cenários seguintes, a Escutec apresentou nove pré-candidatos, deixando somente um nome por partido.

No segundo cenário estimulado, se as eleições fossem hoje e os candidatos estes, o resultado seria: Eduardo Braide com 45,5%; Duarte Júnior com 10,5%; Neto Evangelista, 9,3% e Wellington do Curso com 8,6%.

Tadeu Palácio vem em seguida, com 5,1%, Adriano Sarney, 4,9%; Bira do Pindaré, 4,5%; Osmar Filho, 3,5% e Jeisael Marx, 1,1%. Nenhum dos candidatos aparece com 3% e não sabe ou não respondeu somam 4%.

No cenário seguinte, o pré-candidato do PCdoB muda. Não é mais Duarte Júnior e sim Rubens Júnior. Com este quadro, a pesquisa mostrou que Braide aumenta vantagem e aparece com 48,7%; Neto Evangelista aparece com 11,5% sendo seguindo por Wellington do Curso com 10,8%.

Adriano Sarney vem com 5,5%; Bira do Pindaré com 4,6%; Osmar Filho com 3,5% e Rubens Júnior com 1,1% mesmo percentual de Jeisael Marx. A opção nenhum deles aparece com 3,5% e não sabe ou não respondeu somaram 4,3%.

No quarto cenário estimulado, Duarte Júnior volta e Rubens Júnior sai, é presentado o nome do coronel Monteiro e o nome do PDT, Osmar Filho não aparece. Assim, os quatro primeiros aparecem com percentuais parecidos com o cenário já apresentado.

Os números são: Eduardo Braide chega com 48,2%; Duarte Júnior aparece com 11%, Neto Evangelista (como apareceu em cenários anteriores) vem em seguida com 10% e Wellington do Curso com 9,6%.

Tadeu Palácio aparece com 5,1% e Adriano Sarney com 5%. Bira do Pindaré vem em seguida com 4,3% e coronel Monteiro, 1,3%. Jeisael Marx conseguiu 1,3%; nenhum dos nomes, 1,7% e não sabe ou não respondeu, 2,1%.

No quinto e último cenário estimulado, Rubens Júnior fica no lugar de Duarte Júnior e Apóstolo Sílvio Antônio substitui o Coronel Monteiro. Assim, o cenário é o seguinte: Eduardo Braide aparece com 51,5%. Com este percentual, o deputado ganharia a eleição no primeiro turno.

Braide é seguido por Neto Evangelista com 11%; Wellington do Curso com10,5% e Tadeu Palácio, 5,7%. O deputado Adriano vem com 5,1%; Bira do Pindaré, 4,4%; Jeisael Marx, 1,1% e Rubens Júnior e Sílvio Antônio, 1% cada. Nenhum dos candidatos, 3% e não sabe ou não respondeu, 5,7%.

Influência de gestores também é avaliada em levantamento

A pesquisa Escutec/O Estado mostra que a maioria dos eleitores ouvidos não votaria de forma alguma em candidatos que sejam apoiados pelo presidente da República Jair Bolsonaro (PSL), o governador do Maranhão, Flávio Dino e o prefeito de São Luís, Edivaldo Júnior (PDT).

No primeiro cenário, os entrevistados responderam sobre candidatos apoiados por Bolsonaro. Os números são: 15,1% disseram votar com certeza no candidato apoiado pelo presidente da República; 20,4% responderam que podem votar; 7% declarou ser indiferente e 53,8% dizem que não votar de jeito nenhum. Não sabe ou não respondeu somaram 3,7%.

Já em relação ao apoio de Flávio Dino a candidatos a prefeito da capital, 18,3% disseram votar com certeza em quem Dino apoiar; 26% disseram que podem votar e 5,6% se dizem indiferentes. Já não votar de jeito nenhum em candidato apoiado pelo governador do Maranhão so­mou 49%. Não sabe ou não respondeu aparecem com 1,1%.

Com o apoio do prefeito Edivaldo Júnior, 12,7% disseram que votariam com certeza no candidato do pedetista; 25,5% declararam que podem votar; 9,1% disseram ser indiferentes e 50,2% declararam não votar de jeito algum no candidato que Edivaldo Júnior apoiar. Não sabe ou não respondeu somaram 2,5%.

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