O Mundo | Porta aberta

Irã está mais próximo de negociar, diz chefe do Pentágono

Donald Trump sinalizou que poderá se encontrar com presidente do Irã durante encontro da Assembleia Geral da ONU, em Nova York
08/09/2019 às 07h00
Irã está mais próximo de   negociar, diz chefe do PentágonoMontagem com fotos dos presidentes dos EUA, Donald Trump, e do Irã, Hassan Rouhani (Reuters)

ESTADOS UNIDOS - ​O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Mark Esper, disse que o Irã, aparentemente,está mais próximo de aceitar diálogos, dias após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter deixado a porta aberta para um possível encontro com o do Irã, Hassan Rouhani, durante a encontro da Assembleia Geral da ONU em Nova York.

“Aparentemente de algumas maneiras o Irã está se aproximando de uma posição na qual podemos ter conversas e, com esperança, isso acontecerá dessa forma”, disse Esper a um centro de estudos em Londres, o Royal United Services Istitute.

Os desentendimentos entre os dois países aumentaram desde que Trump retirou os EUA de um acordo internacional pelo qual o Irã havia concordado em controlar seu programa atômico em troca de alívio para as sanções econômicas.

O governo de Washington, desde então, renovou e intensificou as sanções, o que implicou uma diminuição de mais de 80% das exportações de petróleo.

Ao mesmo tempo os EUA rejeitaram, mas sem eliminar a possibilidade por completo, de um plano francês de abrir uma linha de crédito de US$ 15 bilhões.

Irã dá um prazo

Já Rouhani deu na quarta-feira (4) aos europeus dois meses para tentarem salvar o pacto multilateral.

A ação sugere que o Irã, os EUA e os europeus podem deixar algumas portas abertas para a diplomacia para resolver a disputa sobre o parque nuclear no Irã –o Oeste suspeita que o objetivo é o desenvolvimento de uma arma nuclear.

O Irã nega ter tentado desenvolver uma bomba nuclear.

Na quarta,4, Trump deixou aberta a possibilidade para um encontro com Rouhani durante a assembleia geral da ONU em Nova York.

Perguntado sobre essa perspectiva, Trump disse a repórteres da Casa Branca que tudo é possível. “Eles gostaria de ser capazes de resolver o problema deles. Nós poderíamos resolver em 24 horas.”

Uma autoridade da Defesa dos EUA disse que Esper e o francês que ocupa o cargo equivalente no governo do país europeu vão discutir no sábado como a marinha francesa pode coordenar com Washington a garantia da liberdade de navegação no Estreito de Ormuz.

O Irã disse na sexta,6, que ele tomou um passo a mais para não compactuar com os compromissos do acordo de 2015 com as nações mais poderosas do planeta, de acordo com a mídia iraniana, em retaliação às sanções impostas pelos EUA.

Uma autoridade dos EUA que prefere não ter sua identidade revelada que o propósito, por enquanto, é reforçar as sanções o máximo possível.

A Alemanha, um dos signatários do pacto, reagiu à decisão iraniana dizendo que não é tarde para o Irã mudar suas ações.

“Nós pedimos ao Irã para que não agrave mais a situação”, disse o ministro de Relações Exteriores. “Não é tarde para que o Irã abandone o caminho errado que ele trilhou.”



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