Audiência

Justiça ouve casal acusado de crime em magia negra

Criança de 5 anos, filha de um dos envolvidos, foi a principal vítima do ritual realizado em Barra do Corda no ano passado; audiência também em Balsas com militares

Ismael Araújo

- Atualizada em 11/10/2022 às 12h23
Luana Fernandes e Valdeir Fernandes acusado  pela morte de criança filha de Luana
Luana Fernandes e Valdeir Fernandes acusado pela morte de criança filha de Luana (Casal)

SÃO LUÍS - Valdeir Fernandes Ferreira e Luana Cavalcante Alves participaram, ontem, da audiência de instrução e julgamento no Fórum de Barra do Corda. O casal foi preso em flagrante no dia 26 de abril deste ano naquela cidade, acusado da prática de crime sexual em ritual de magia negra que teve como vítima, uma criança de 5 anos, filha de Luana Alves.

A sessão da audiência foi presidida pelo juiz titular de Barra do Corda, Antônio Elias de Queiroga Filho, e contou com a participação de representantes do Ministério Público. Durante a sessão, o magistrado ouviu as testemunhas de acusação e defesa e logo depois os acusados.

Esse caso foi investigado pela delegacia regional de Barra do Corda, sob a coordenação do delegado Renilto Ferreira. A polícia informou que recebeu a denúncia e prendeu os suspeitos em flagrante. Na delegacia, Luana Alves negou a autoria do crime.

Valdeir Ferreira ao depor, declarou que esse ato criminoso tinha sido realizado por seis vezes e tinha o consentimento de Luana Alves. O ritual era realizado na residência do casal. Segundo ele, o sangue da criança e do casal era retirado e em seguida, ingerido. Havia, também, prática de relação sexual.

Mais audiência

Já em Balsas, os policiais militares, André Zacarias Passos, Raifran de Sousa Almeida, Joas Nunes e Bruno Rafael Moraes, integrantes do Comando de Operações e Sobrevivência em Área Rural (Cosar), vão participar de mais uma audiência de instrução e julgamento. Eles são suspeitos de terem matado com mais de 10 tiros, Karina Brito, de 24 anos, e de ter baleado Kamila Brito. Segundo o inquérito, os militares estavam realizando uma diligência na noite do dia 15 de dezembro de 2016, em Balsas, com o objetivo de prender assaltantes de banco. As jovens teriam sido baleadas por engano.

Na última terça-feira ocorreu a primeira audiência de instrução e foram ouvidas sete testemunhas entre acusação e defesa. O promotor de Justiça Antônio Lisboa informou que os militares foram indiciados por homicídio e por tentativa de assassinato, pois as vítimas não tiveram chance de defesa.

O advogado dos suspeitos, Vagner Martins, disse que um dos militares não efetuou nenhum tiro no dia do crime durante a ação e que os outros teriam atirado e atingido apenas os pneus do veículo Pálio preto onde estavam as jovens.

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