Cidades | Abastecimento em São Luís

Chuvas do primeiro semestre na capital elevam nível do Batatã

Depois de longo tempo seco, reservatório responsável pelo abastecimento de aproximadamente 150 bairros da capital está com nível satisfatório
Thiago Bastos / O Estado 24/07/2019
Chuvas do primeiro semestre na capital elevam nível do BatatãEm 10 anos, o reservatório do Batatã não funcionava em sua capacidade total; atualmente, seu nível é considerado satisfatório, pois está cheio (De Jesus / O ESTADO)

O grande volume pluviométrico em São Luís, no primeiro semestre deste ano, elevou o nível do reservatório do Batatã, responsável pelo abastecimento de aproximadamente 150 bairros. Atualmente, a estrutura está com oito metros (em uma escala de zero a 10 metros) – índice considerado satisfatório pela Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema). Há vários anos, o Batatã não esteve tão cheio quanto agora. A última vez que a estrutura funcionou com capacidade total foi em 2009.

Ainda de acordo com o serviço, cerca de 600 mil litros de água estão “sendo bombeados”, por hora, para tratamento no Sistema Sacavém, responsável pelo fornecimento do líquido para a região central da cidade.
Segundo o órgão estadual, a última vez em que a estrutura funcionou com capacidade total foi há 10 anos. Com o nível alto do reservatório, para os próximos meses – mesmo que haja elevação na média da temperatura ludovicense, com o período citado pelos meteorologistas como “estiagem” -, está praticamente descartada a possibilidade de racionamento de água.

Histórico
Construído em 1964 pelo Departamento Nacional de Obras e Saneamentos (DNOS), com comprimento de 485 metros e altura má­xima de 17 metros, o Batatã – conforme divulgado por O Estado em novembro de 2017 – esteve próximo de ser inutilizado devido à baixa capacidade da estrutura à época (de apenas 10%). Na ocasião, a Caema informou que seriam construídos “26 poços” em pontos estratégicos para impedir a nulidade operatória.

Além da construção de poços, o Batatã (que antes operava por até 12 horas por dia) passou a funcionar por apenas uma hora. Em 2016, os índices de água no Batatã eram tão críticos que o reservatório permaneceu inativo por nove meses. Durante este período, fontes contingenciais do Parque Estadual do Bacanga e a contribuição do Sistema Italuís impediram um colapso no abastecimento.

Apesar do alto índice do Batatã, determinados bairros da capital maranhense – em especial na área Itaqui-Bacanga – ainda permanecem sob o regime de rodízio no fornecimento de água (o “dia sim, dia não”). Na Vila Embratel, por exemplo, a funcionária pública Rosana de Oliveira Pires, de 54 anos – moradora há quase 15 anos do bairro, disse que ainda sofre para receber água em casa. “Eu às vezes preciso acordar de madrugada para receber água e poder encher as caixas em casa”, disse.

Ainda de acordo com dados da Caema, atualmente 25 reservatórios estão em operação na cidade, dispondo de uma capacidade de reserva de 86 milhões de litros de água tratada.

Nova adutora
Desde maio do ano passado, conforme anúncio feito pelo Governo do Maranhão em seu site oficial, a nova adutora do Sistema Italuís funciona normalmente “desde a sua entrega”. De acordo com dados da Companhia de Saneamento Ambiental (Caema), atualmente o Italuís transporta para a cidade cerca de 8 milhões de litros de água por hora.
Ainda segundo dados da companhia, atualmente o sistema conta com três bombas capazes de “captar e enviar água tratada” para abastecer 159 bairros da capital. No dia 14 do mês passado, apesar dos avanços, houve rompimento no antigo trecho da adutora – ainda de ferro fundido e cujo tempo de vida útil expirou há mais de dez anos.

Na ocasião, o abastecimento na capital maranhense permaneceu suspenso por 72 horas, mesmo com o conserto da estrutura tendo sido feito antes deste prazo. Segundo a Caema, a diferença entre a conclusão do conserto e a normalização do abastecimento se deu para evitar novos rompimentos.

Números

150 bairros dependem do Batatã na capital maranhense
600 mil litros de água estão “sendo bombeados” por hora para tratamento no Sistema Sacavém
25 reservatórios estão em operação na cidade

Fonte: Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema)

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