Estado Maior | COLUNA

As incoerências

12/07/2019

A justificativa foi praticamente a mesma: “O Brasil somente voltará a crescer se uma reforma estruturante for feita”. Assim agiu a maioria dos deputados da bancada maranhense em Brasília ao falar sobre o voto dado ao texto-base da Reforma da Previdência, na noite da última quarta-feira, 10. Mas entre os 14 dos 18 parlamentares do Maranhão que votaram a favor, nove chamam mais atenção.
E o fazem porque formam um grupo político que condenou até a última terça-feira, 9, o texto-base aprovado no dia seguinte. O governador Flávio Dino (PCdoB), que comanda esse grupo, atuou forte nas redes sociais, se posicionando contra as mudanças no sistema previdenciário do Brasil. E não assinou a carta dos governadores que apoiavam a reforma da Previdência.
Dino chegou a dizer que não apoiaria um “genocídio contra os mais pobres e mais necessitados”.
No entanto, tudo parece ter mudado depois de 13 portarias do Governo Federal publicadas no Diário Oficial da União (DOU). Nem o comandante do grupo nem seus aliados fizeram mais quaisquer críticas à reforma. O que atingiria os mais pobres e necessitados passou a ser visto como uma necessidade para fazer o Brasil voltar a crescer.
Assim justificaram seus votos os deputados Gil Cutrim (PDT), Juscelino Filho (DEM), André Fufuca (PP), Marreca Filho (Patriota), Josimar de Maranhãozinho (PL), Pedro Lucas Fernandes (PTB), Júnior Lourenço (PL) e Gastão Vieira (Pros), que disseram sim à reforma da Previdência. Todos eles são da base de apoio do governador. E agem no Maranhão acompanhando o discurso de Flávio Dino. Já em Brasília, flertam à luz do dia com o governo de Jair Bolsonaro.

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