PH | COLUNA SOCIAL

Pergentino Holanda

27/06/2019

Feriadão é lucro
Feriado é coisa bem brasileira, prática bem feijão-com-arroz, assim como o chamado “ponto facultativo”. Se é facultativo, por que será que ninguém ousa optar por trabalhar?
Sempre que há um feriadão, seja no Carnaval, na Páscoa ou este, dedicado a São Pedro, a pátria fiscal agradece: é lucro certo. Sem sessões plenárias e sem funcionar durante semanas, só em cafezinho o Congresso economiza uma fábula – e ainda deixa de criar novas despesas.
Considerar feriadão um certo estigma de “mandriagem” faz parte da mal disfarçada baixa estima do brasileiro, dono de um robusto complexo de culpa ao comparar-se com os povos do capitalismo avançado. Europeus e americanos também adoram – e sem culpa.
Feriado sempre é bom, chova ou faça sol. As pessoas ficam mais felizes, saem para jantar, festejar, inventam viagens e acabam movimentando a economia tanto ou mais do que se continuassem fingindo trabalho numa burocracia qualquer.
Diferente de junho, que já teve um feriadão religioso, o de Corpus Christi, e agora finaliza com São Pedro, em honra e glória aos festejos juninos, maio começou com o Primeiro de Maio, dia do Trabalho, comemorado no maior ócio.

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