Estado Maior | COLUNA

Menos festança

25/06/2019

São Luís vem sendo palco das festas juninas há cerca de cinco dias. As manifestações culturais estão reunindo milhares de pessoas em pelo quatro menos arraiais maiores espalhados pela capital maranhense. Bem antes dos terreiros surgirem, a cidade foi enfeitada com bandeirolas que, juntas, formam imagens das personagens principais do folclore maranhense. Algo inovador na temporada junina da Ilha.
Tudo parece perfeito para o período mais conhecido no estado, não fosse o tempo reduzido para as festividades e as reclamações de grupos tradicionais, que se sentiram colocados à margem, para que atrações com maior apelo comercial e atrações nacionais ganhassem força.
Tambor de crioula, bumba meu boi de sotaques como costa de mão, Baixada ou zabumba (o mais antigo) estão com apresentações mais reduzidas a cada ano. Pelo menos, essa é a visão de organizadores dessas manifestações.
Desde 2015 as festas do mês de junho vêm sofrendo diminuição em São Luís. Há mais de quatro anos, Santo Antônio, o casamenteiro, não tem espaço para ser festejado na capital. As comemorações juninas estão começando após a metade do mês. Antes, duravam cerca de 30 dias, e um dos principais locais era o bairro Madre Deus, considerado na capital um berço cultural.
Diante do quadro, observadores mais atentos da cultura popular criticam a forma como certas tradições andam sendo postas de lado nos últimos anos.
Seria a crise financeira o único motivo para a redução das festas juninas? Ou seria falta de traquejo em lidar com as manifestações culturais do estado?

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