Polícia | Violência

Uma morte registrada a cada seis horas no Maranhão este ano

Dado tem por base Monitor da Violência, do site G1; em quatro meses, foram 463 mortes violentas; total de maio e junho não foi divulgado pela SSP
17/06/2019
Uma morte registrada   a cada seis horas no Maranhão este ano Raimundo Carvalho Sousa Filho foi morto na Rua Protestantes, no bairro Imigrantes, em Imperatriz (Divulgação)

SÃO LUÍS - O número de morte violentas segue crescendo no Maranhão, apontando que a cada 6,1 horas uma pessoa é morta por homicídio, latrocínio ou lesão corporal seguida de morte. Às 19h de sábado (15), na Rua da União, na Vila Palmeira, em São Luís, a população encontrou o corpo de Gilvan Medeiros Santos, de 43 anos, dentro da casa da vítima.

O corpo estava dentro de uma rede e havia uma lesão na região da cabeça. Ainda não se sabe a causa exata da morte. O estado de decomposição já estava avançado.

Gilvan Medeiros era feirante no bairro do João Paulo. Os vizinhos informaram que o homem, que morava acompanhado de um sobrinho, era ex usuário de crack. O sobrinho da vítima não é visto pelos locais desde a última quinta-feira,13, data do possível assassinato.

A Polícia Civil iniciou processo de investigação sobre a morte. A identidade do sobrinho da vítima não foi revelada para a equipe de O Estado. Contudo, a polícia afirma que o homem será procurado para andamento das investigações.

Em Imperatriz
Também na tarde do sábado (15), um homem identificado como Raimundo Carvalho Sousa Filho foi morto na Rua Protestantes, no bairro Imigrantes, em Imperatriz, sul do Maranhão. Essa foi a quarta morte registrada na cidade na última semana.

O homem foi abordado na porta de uma casa, onde foi atingido por cinco tiros, sendo três fatais na cabeça, um na mão e outro nas costas. De acordo com informações de locais os autores do crime estavam dentro de um carro branco.

Raimundo Carvalho era ex detendo da Unidade Prisional de Ressocialização de Imperatriz, e foi liberado em 2018. A Polícia Civil investiga se o homicídio se trata de um acerto de contas.

Números
Apenas em junho, 11 mortes já foram registradas na grande São Luís. No total, 135 mortes foram contabilizadas na capital, de 1º de janeiro de 2019 até ontem, 16. Isso significa uma morte a cada 29 horas.

Quando se trata do Maranhão, os números são ainda mais assustadores. Após a atualização de dados do Monitor da Violência, do site G1, com números válidos de janeiro à abril, 463 mortes violentas foram registradas no estado. Isso significa uma morte a cada 6,1 horas.

No primeiro mês do ano ocorreram 111 assassinatos, sendo 98 homicídios; 11 latrocínios (roubo seguido de morte) e dois registros de lesão corporal seguido de morte. Desses, 33 casos foram registrados na Grande São Luís. Em fevereiro foram 110 mortes violentas, sendo 105 homicídios, dois latrocínios e três registros de lesão corporal seguida de morte.

Em março, o registro foi de 129 mortes violentas no estado, sendo 120 homicídios dolosos, oito casos de latrocínio e uma morte ocasionada por lesão corporal. Por fim, abril deste ano foram 113 mortes violentas no estado, sendo 106 homicídios dolosos, cinco casos de latrocínio e dois registros de mortes por lesão corporal. Os dados em âmbito estadual dos meses de maio e junho não foram liberados, mas, segundo a Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (SSP), 36 casos já foram notificados na capital nesse período.

SAIBA MAIS

No Brasil
O Brasil registrou uma queda de 23% nas mortes violentas nos primeiros quatro meses deste ano em comparação com o mesmo período de 2018. Somente em abril, houve 3.636 assassinatos, contra 4.541 no mesmo mês do ano passado. Já no 1º quadrimestre, foram 14.374 mortes violentas — 4,3 mil a menos que o registrado nos meses de janeiro, fevereiro, março e abril de 2018.

O número de assassinatos, porém, continua alto. Nos primeiros quatro meses de 2019, uma pessoa foi assassinada a cada 12 minutos no país em média. Os dados apontam que: houve 4.314 mortes a menos no primeiro quadrimestre de 2019; todos os estados do país apresentaram redução de assassinatos no período; em abril, apenas quatro estados tiveram um número maior de mortes em relação ao mesmo mês de 2018, sendo eles Amapá, Paraná, Piauí e Tocantins; três estados tiveram quedas superiores a 30% em quatro meses, sendo eles Ceará, Sergipe e Rio Grande do Norte; e em números absolutos, o estado com a maior redução foi o Ceará, com 845 vítimas a menos no período.

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