Polícia | Organização criminosa

Tráfico de pai para filhas e a partir do Complexo Penitenciário de Pedrinhas

Segundo a polícia, o preso Wendel Marcel Urbano dava ordens às filhas Danyelle e Fernanda, que distribuíam a droga na Ilha; elas foram presas
Ismael Araújo11/06/2019
Tráfico de pai para filhas e a partir do Complexo Penitenciário de PedrinhasWendel Maciel e suas filhas Danyelle e Fernanda Urbano, com Carlos Evandro e sua mulher Luana Lima (Divulgação)

SÃO LUÍS Uma organização criminosa especializada no tráfico de droga, chefiada por custodiados do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, foi desarticulada ontem durante a operação Longa Manus realizada pela Superintendência Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Senarc). Na ação policial, desenvolvida ontem na Ilha foram cumpridos cinco mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão.

As ordens de prisão foram em desfavor das irmãs Danyelle e Fernanda da Silva Urbano e de Luana Lima Ribeiro e dos presidiários Wendel Marcel Machado Urbano, o Dedeu, e Carlos Evandro Viana.

O delegado Breno Galdino, superintendente da Senarc, disse que em abril, foram presas em flagrante pelo crime de tráfico de entorpecente Danyelle e Fernanda Urbana, no bairro da Liberdade. No momento da abordagem, os policiais encontraram uma certa quantidade de crack. As detidas foram levadas para o Complexo Penitenciário de Pedrinhas, mas liberadas dias depois por determinação judicial.

Investigação

O delegado informou que as irmãs continuaram sendo monitoradas e no decorrer dessa investigação foi constatado de que elas eram filhas do presidiário Wendel Marcel, que responde pelo crime de roubo. Também foi descoberto que as irmãs, em companhia de Luana Ribeiro, recebiam ordem de Wendel Marcel e Carlos Evandro na venda e coordenação da distribuição de entorpecente na Ilha.

A droga na maioria das vezes saia da Liberdade para abastecer as bocas de fumo de bairros vizinhos. Luana Ribeiro Lima é mulher do presidiário Carlos Evandro, mas segundo o delegado, há outras pessoas envolvidas nessa ação criminosa. A polícia tenta agora identificar outros integrantes desse esquema.

“Elas recebiam ordem dos presidiários e conseguiam desenvolver o tráfico de droga na Região Metropolitana de São Luís”, explicou o delegado.

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