Adiamento

Juiz adia audiência sobre chacina de jovens em Coquilho

Adiamento foi pedido pelo advogado de um dos acusados que alegou estar doente; nova sessão será realizada no próximo dia 14 no fórum Desembargador Sarney Costa

Ismael Araújo

- Atualizada em 11/10/2022 às 12h24
Joanderson, Gildean e Gustavo, as vítimas da chacina em Coquilho
Joanderson, Gildean e Gustavo, as vítimas da chacina em Coquilho (Chacina)

SÃO LUÍS - O Poder Judiciário adiou para o próximo dia 14 a audiência de instrução e julgamento do caso da chacina ocorrida na área de construção de um condomínio do programa federal Minha Casa, Minha Vida, no Coquilho, zona rural da capital. Este ato criminoso ocorreu no dia 3 de janeiro deste ano e resultou na morte de Joanderson da Silva Diniz, de 17 anos; Gildean Castro Silva, de 14 anos, e Gustavo Feitosa Monroe, de 18 anos.

A polícia informou que os acusados, o soldado da Polícia Militar Hamilton Caires Linhares, e o vigilante Evilásio Lemos Ribeiro Júnior foram presos por ordem judicial. O militar no quartel do comando-geral, no Calhau, e vigilante, em Pedrinhas.

Essa audiência estava prevista para ocorrer nesta quarta-feira, 5, no salão da 2ª Vara do Tribunal do Júri, no Fórum Desembargador Sarney Costa, no Calhau, mas o magistrado, Gilberto de Moura Lima, acatou o pedido de adiamento feito pelo advogado do militar, que alegou estar doente.

Na audiência vai contar com a participação da promotora de Justiça, Cristiane Lago. Durante a sessão, 24 testemunhas, entre acusação e defesa, serão ouvidas, assim como os acusados. Em seguida, o juiz vai conceder o prazo de cinco dias para a acusação e defesa para as suas alegações finais. Somente após essa etapa que o magistrado vai decidir se os acusados se submeterão a Júri Popular.

Mais ocorrência

Quem participou, ontem, de uma audiência de instrução, foi o faccionado Pablo Martins Silva, o De Menor, de 18 anos, mas no fórum de Paço do Lumiar, no Maiobão. Ele, em companhia de seu irmão, um adolescente de 16 anos, mataram a tiros João Victor Melo e Francivaldo Carvalho da Silva, no dia 15 de janeiro deste ano, no Sítio Natureza, em Paço do Lumiar.

As vítimas, que eram funcionários de uma empresa prestadora de serviço da Cemar, foram mortas por terem cortado a energia elétrica da residência da namorada do acusado, nessa localidade. Ontem ocorreu a segunda audiência de instrução presidida pelo juiz da 2ª Vara Criminal de Paço do Lumiar, Roberto de Paula. Foram ouvidas seis testemunhas e os acusados. A primeira audiência ocorreu no dia 28 do mês passado, quando três pessoas prestaram esclarecimentos sobre o fato para o magistrado.

Prisão

De Menor está preso no Complexo Penitenciário de Pedrinhas desde o dia 22 de janeiro deste ano. Ao depor na SHPP, que declarou que praticou o crime por estar com raiva devido as vítimas terem cortado a energia elétrica da residência onde o seu filho estava dormindo, no Sítio Natureza. Ele confirmou que o seu irmão também atirou nas vítimas.

O irmão de Pablo Martins foi apreendido no dia 17 de janeiro pela Polícia Civil na residência de uma tia, no Paranã, em Paço do Lumiar. Ele foi apresentado na SHPP, onde afirmou que no dia do crime estava jogando videogame em companhia de colegas na Rua A, no Sítio Natureza, quando foi procurado por De Menor para cometerem o duplo assassinato.

O adolescente declarou, ainda, que abordaram as vítimas dentro do veículo da prestadora de serviço para a Cemar, e ali mesmo os mataram. Segundo ele, Pablo Martins teria efetuado os três primeiros tiros e ele completou o serviço. Em relação a arma utilizada no crime o adolescente afirmou que estava com seu irmão, mas nunca foi localizada pela polícia.

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