Política | Negou

Dino nega ter assinado carta de repúdio contra a Previdência

Negativa ocorre após o presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia, ter mandado "recado" quanto às consequências ao Maranhão caso Previdência não passe
Ronaldo Rocha da editoria de Política07/06/2019

O governador Flávio Dino (PCdoB) negou, em entrevista a um portal de notícias, ter assinado a carta de “veemente repúdio” [elaborada por governadores] à sugestão de retirada dos estados, Distrito Federal e dos municípios da proposta de Reforma da Previdência que está em tramitação no Congresso Nacional.
O posicionamento do comunista ocorreu após o presidente da Câmara Federal, deputado Rodrigo Maia (DEM), ter mandado “recado” ao chefe do Executivo Estadual na última terça-feira. “Se a reforma não passar, será tão grave que faltará dinheiro para o Maranhão também”, disse Maia, ao referir-se a uma conversa com Dino na ocasião de um evento sobre a Previdência.
O presidente da Câmara cobrou coerência de governadores e de suas respectivas bancadas no Congresso, sobretudo daqueles que se manifestam publicamente contrários à reforma, mas exigem a inclusão de estados e municípios na operação.
A ampla repercussão da declaração de Maia provocou reação imediata de Dino, que rechaçou ter assinado documento conjunto com outros chefes de Executivo do país.
“Nem eu nem a maioria dos governadores. A carta ainda estava sendo debatida. Não sei quem se precipitou. Só sei que não existe carta aprovada pela maioria”, explicou Dino ao site O Antagonista.
Flávio Dino admitiu a necessidade da reforma, mas disse que é necessário melhoria no texto que tramita na Câmara. Ele defende a unificação de regimes previdenciários.
“Essa reforma que está tramitando eu não apoio. Precisa melhorar muito. Em melhorando, é claro que regime previdenciário dos servidores tem que ser para todos. Inclusive militares. Existirem milhares de regimes previdenciários diferentes no Brasil seria, aí sim, uma balbúrdia jurídica”, disse.

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