Política | 10 vezes

Lula se torna réu pela décima vez na Justiça Federal

Ex-presidente já foi condenado em dois processos e responde a outros sete
O Estado MA06/06/2019 às 17h54
Lula se torna réu pela décima vez na Justiça FederalEx-presidente Lula teria participado de propina de R$ 64 milhões de reais (Reprodução)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se tornou réu pela décima vez. A denúncia por corrupção passiva e lavagem de dinheiro foi aceita pelo juiz federal Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara do Distrito Federal.

A acusação do Ministério Público Federal (MPF) afirma que entre os dias 30 de junho e 5 de julho de 2010 o então presidente Lula, Palocci e Bernardo receberam de Odebrecht 40 milhões de dólares, 64 milhões de reais à época, em troca do aumento para 1 bilhão de dólares em uma linha de crédito do BNDES para financiar a exportação de bens e serviços a Angola, onde a empreiteira tem negócios.

Ainda segundo a denúncia, a empreiteira foi beneficiada com um protocolo de entendimento entre Brasil e Angola assinado por Lula e referendado pelo Conselho de Ministros da Câmara de Comércio Exterior (Camex), do qual Paulo Bernardo fazia parte, como ministro do Planejamento, Gestão e Orçamento.

Marcelo Odebrecht explicou que o pedido de propina foi feito primeiramente por Paulo Bernardo e “confirmado” por Antonio Palocci. Os valores teriam sido repassados aos marqueteiros Oliveiros Domingos Marques Neto e Bruno Martins Gonçalves Ferreira, por meio da corretora do doleiro Álvaro Novis, que prestava esse tipo de serviço à empreiteira.

Presidente do PT, Gleisi Hoffmann também foi denunciada, mas, como tem foro privilegiado, não foi atingida pela decisão de Vallisey de Oliveira.

Esta é a décima vez que Lula se torna réu na Justiça Federal. O ex-presidente responde agora a sete ações penais na primeira instância, em varas em Brasília, Paraná e São Paulo, e já foi condenado em dois processos: o do tríplex do Guarujá, no qual teve a condenação confirmada e a pena reduzida a 8 anos e 10 meses de cadeia pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), a terceira instância; e o do sítio de Atibaia, no qual foi sentenciado a 12 anos e 11 meses de prisão em primeiro grau e recorreu à segunda instância, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4). O petista foi absolvido no processo referente à compra do silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró.

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