Vida | Comportamento

O caminho do meio das relações

Para a orientadora emocional Camilla Couto, entre "qualquer pessoa serve" e "ninguém é bom o suficiente" há um meio termo; encontrar esse caminho do meio nos traz para a realidade, nos proporciona equilíbrio e nos permite ser mais felizes nas relações
02/06/2019 às 00h00
O caminho do meio das relaçõesPor que aceitaríamos nos envolver com pessoas que não tem nada a ver com a gente? (Divulgação)

São Paulo - “Buscar preencher vazios existenciais nos relacionamentos é um erro mais comum do que se imagina”. A frase é da Orientadora Emocional para mulheres, com foco em relacionamentos, Camilla Couto. Segundo ela, muita gente que se sente carente ou pouco merecedora, acaba aceitando o que aparece, se apegando a qualquer pessoa que demonstra o mínimo interesse, apenas para viver um relacionamento amoroso. “Só que a ideia de que uma relação possa nos curar das nossas crises existenciais é um mito que só traz frustração e mais sofrimento. Ninguém entra em um relacionamento só para receber, certo? Mas, como dar o que não temos? Quem se agarra a “qualquer coisa” ou a “qualquer um” pode acabar vivendo de migalhas. E, pior, pode se envolver numa relação tóxica sem se dar conta”, reflete.

“Por outro lado”, diz Camilla Couto, “temos lido e ouvido muito por aí a frase: não aceite menos do que você merece”. A orientadora explica que concorda com o contexto, mas que é preciso se sentir merecedor e digno de estar em uma relação saudável de uma forma real: “não podemos nos iludir ou fantasiar com relacionamentos que só existem na ficção. Achar que ninguém é bom o suficiente para nós, também nos traz frustração e sofrimento”, enfatiza.

Os dois cenários são lados da mesma moeda. O ideal, para a orientadora emocional, é que a gente consiga encontrar um equilíbrio entre eles. “Entre ‘qualquer pessoa serve’ e ‘ninguém é bom o suficiente’ existe um meio termo. Para encontrarmos esse equilíbrio, necessitamos de muito autoconhecimento – já que temos que ter plena consciência do que realmente merecemos e desejamos, lembrando que ninguém é um modelo de perfeição”.

A orientadora ainda questiona: “por que aceitaríamos nos envolver com pessoas que não tem nada a ver com a gente? Só para ter alguém? Mas quem também acha que mereceria uma princesa ou um príncipe? Você mesmo, se considera da realeza, um ideal de pessoa? É o caminho do meio que traz equilíbrio e bem-estar”.

Camilla Couto lembra que só quando nossa autoestima está em ordem é que conseguimos enxergar a pessoa como ela é, e a nós mesmos. E, assim, escolher ou aceitar uma relação, de forma mais realista. “Quando levamos a frase ‘não aceite menos do que você merece’ a um nível exagerado, talvez deixemos passar oportunidades de construir uma relação saudável por não encontrar ninguém à altura ou simplesmente por medo de perder nosso empoderamento pessoal”, finaliza.

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