Economia | Siderúrgica

Pará deve ganhar siderúrgica e Maranhão já perdeu projetos

Vale e a China Communications Construction Company (CCCC) assinaram protocolo para instalar uma siderúrgica de R$ 1,5 bilhão
01/06/2019

Enquanto os paraenses comemoram parceria entre a Vale e a empresa China Communications Construction Company (CCCC), que resultará na construção de uma siderúrgica de R$ 1,5 bilhão em Marabá (PA), o Maranhão deixou que se fechassem diversas “janelas de oportunidades” na área da siderurgia. Grandes companhias como Thyssenkrupp (Alemanha), Posco (Coreia do Sul), Baosteel (China) e ArcelorMittal (Luxemburgo) desistiram de construir plantas voltadas para a produção de placas de aço, por questões diversas, como: dificuldades ambientais, liberação de área, incentivos fiscais e cenário econômico.
No caso da usina da Posco, cuja planta no Maranhão teria capacidade para produzir, inicialmente, 4 milhões de toneladas de placas de aço por ano, o projeto foi direcionado para a Índia, onde também não aconteceu. Já a alemã Thyssenkrupp, em parceria com a Vale, levou seu projeto para o Rio de Janeiro, inaugurado com o nome de Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), onde foram investidos US$ 8,2 bilhões.
Em abril de 2002, a Vale e a chinesa Baosteel assinaram memorando de entendimentos para construção de usina de placas de aço em São Luís, com capacidade de 3,7 milhões de toneladas. Mas em 2006, o projeto foi cancelado devido a limitações ambientais e dificuldades por parte do Governo do Estado, na disponibilização dos terrenos selecionados para implantação do projeto.
Em 2005, o grupo europeu ArcelorMittal também anunciou desistência de construir uma usina siderúrgica no Maranhão, orçada entre US$ 1 bilhão e US$ 1,5 bilhão, por causa do câmbio desfavorável e da elevada carga de tributo.
Vale ressaltar que a Posco, anos depois se aliou à também sul-coreana Dongkuk e à Vale, e levou para o Ceará o projeto da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), cuja construção iniciou em 2012 e a inauguração da planta em abril de 2017, resultado de investimento de US$ 5,4 bilhões. A capacidade instalada da usina é de 3 milhões de toneladas de placas de aço/ano na primeira fase.

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