Política | Cortes nas universidades

Manifestações contra Governo Federal ganham ruas do país

Em São Luís milhares de pessoas participaram de ocupação da Praça Deodoro, no centro da cidade
José Linhares Jr15/05/2019 às 17h42
Ponto alto das manifestações em São Luís foi a Praça Deodoro

Milhares de pessoas foram às ruas do Brasil na tarde desta quarta (15) em protesto contra os cortes na educação anunciados pelo Governo Federal. No Maranhão foram vários pontos de protestos. A maior aglomeração de pessoas aconteceu na Praça Deodoro, no Centro de São Luís. De acordo com organizadores, cerca de 20 mil pessoas participaram da ocupação. Segundo a Guarda Municipal, foram cerca de 15 mil participantes.

Os protestos no Maranhão começaram no início da manhã de hoje. Um grupo de dezenas de pessoas interditou a entrada da Universidade Federal do Maranhão na avenida dos Portugueses, em São Luís.

No Centro de São Luís os manifestantes se concentraram no início da tarde na Praça Deodoro. Após algumas horas os manifestantes saíram em passeata pela Rua Rio Branco, rua Barão de Itapari e Avenida Meira-Mar.

O evento causou lentidão no trânsito. O ponto final da passeata foi a Praça dos Catraieiros. Por volta das 18h os manifestantes começaram a dispersar-se.

A maioria dos manifestantes era formada por jovens com uniforme escolares, camisetas de universidades em que estudam e pessoas usando adesivos com frases "eu luto pela educação" e "livros sim, armas não".

Convocação

Pelo menos 75 das 102 universidades e institutos federais do País convocaram protestos para esta quarta-feira, em resposta ao bloqueio de 30% dos orçamentos determinado pelo Ministério da Educação (MEC). Eles terão apoio de universidades públicas estaduais de diversos Estados - incluindo São Paulo, onde os reitores de USP, Unicamp e Unesp convocaram docentes e alunos para "debater" os rumos da área.

Um dos alvos do protesto, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, disse na terça-feira, 14, que as universidades precisam deixar de ser tratadas como "torres de marfim" e não descartou novos contingenciamentos.

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