Medo constante

Furtos nos Terminais de Integração estão de volta

Nesta semana, passageiros denunciaram a O Estado a ação dos bandidos nos terminais; o medo prevalece, pois esse tipo de roubo é quase inevitável

Emmanuel Menezes / O Estado

- Atualizada em 11/10/2022 às 12h25
Furtos acontecem mais no momento da entrada nos coletivos
Furtos acontecem mais no momento da entrada nos coletivos (Terminal de integração)

A vida dos estudantes e trabalhadores que enfrentam, todos os dias, as dificuldades do transporte público de São Luís tem se tornado ainda mais complicada e arriscada com os constantes furtos que estão sendo registrados dentro dos Terminais de Integração espalhados pela cidade.

A ação dos criminosos ocorre, sobretudo, no momento em que os passageiros vão entrar nos coletivos. Em meio ao tumulto diário nas plataformas dos terminais, a ação é quase imperceptível aos olhos dos passageiros.

“Furtaram meu celular quando eu estava no Terminal da Cohama, e eu só percebi depois que entrei no ônibus e vi a minha mochila aberta. É muito frustrante”, diz Camila Maia, estudante do curso de Fisioterapia. Segundo a jovem, não importa o local em que você guarde seu celular ou demais objetos de valor, esse tipo de ação é quase inevitável.

“Se colocarmos no bolso, nos peitos, dentro da bolsa ou mochila, eles furtam. Não temos opção a não ser um esquema maior de segurança dentro dos terminais”, desabafa a estudante.

Terminal da Praia Grande
Outra estudante denunciou um esquema que está sendo bastante aplicado dentro dos terminais da capital, sobretudo no Terminal da Praia Grande. O grupo que furta os celulares e demais objetos de valor dos passageiros passa o material para outras pessoas, que ficam dentro do local apenas para guardá-lo.

“Eu fui furtada nesta semana e vi o homem que fez isso. Quando denunciei para os vigilantes, eles falaram que não podiam abordá-lo, porque ele já deveria ter entregue o meu celular para outra pessoa, e isso poderia gerar problema”, explica a estudante, que preferiu não se identificar. O esquema não é novo e segue em plena execução. O reforço policial dentro dos terminais é fraco, principalmente após os espaços estarem sob administração privada.

A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) informou, em nota, que apesar dos terminais serem instalações da pasta municipal e administrados por um consórcio privado, trabalhos preventivos e ostensivos são feitos, como abordagens e revistas aos possíveis suspeitos. A SSP ressalta, ainda, que os terminais da Praia Grande, Distrito Industrial e São Cristóvão possuem base fixa da Polícia Militar que possibilita a troca de informações sobre os lugares vulneráveis aos atos ilícitos.

O Estado questionou a Prefeitura de São Luís a respeito das denúncias, mas até o fechamento dessa edição não houve resposta. O Estado também tentou contato com as empresas Viação Primor e Consórcio Central, responsáveis pela administração dos Terminais da Cohama/Vinhais e Praia Grande, respectivamente, mas nenhuma resposta foi dada.

SAIBA MAIS

Assaltos
Em reportagem publicada já no mês de maio, pelo jornal O Estado, foi constatado que os criminosos estão agindo mais na zona rural. Duzentos coletivos já foram roubados nos três primeiros meses deste ano na Região Metropolitana de São Luís, segundo dados do Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros de São Luís (Set).

A média é de 67 casos por mês. Os números revelam um aumento de 53% em relação ao mesmo período de 2018, que contabilizou 131 ocorrências. Ano passado foram 672 casos desse tipo de crime.

Números
200 coletivos foram roubados durante os três primeiros meses deste ano na Ilha, superando o mesmo período de 2018, quando 131 assaltos foram registrados
672 ocorrências de assaltos a coletivos na Região Metropolitana de São Luís, foram registradas durante todo o ano de 2018, segundo dados do Sindicato das Empresas

Roubos a coletivos durante este ano na Ilha
Janeiro: 56 casos
Fevereiro: 66 casos
Março: 78 casos
Fonte: Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros de São Luís (SET)

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