Mostra

Cinema africano em cartaz no Centro Cultural Vale Maranhão

Mostra inicia nesta quinta, 2 e reúne 16 filmes entre documentários, longas de ficção e de animação de diversos países africanos

Atualizada em 11/10/2022 às 12h25
“Aya de Youpogon” é um dos filmes em cartaz na “Mostra Cinema Africano"
“Aya de Youpogon” é um dos filmes em cartaz na “Mostra Cinema Africano" (Aya )

São Luís - A diversidade cultural dos países da África, por meio do olhar de consagrados cineastas, como Moustapha Alassane, e de expoentes da nova geração de premiados diretores do continente africano, estão em cartaz na “Mostra Cinema Africano”, que o Centro Cultural Vale Maranhão promove até o dia 1º de junho. As sessões acontecem as quintas, às 15h; sextas, às 15h e 19h e aos sábados, às 18h30.

Na programação, 16 filmes – documentários, longas de ficção e de animação -, do Senegal, Níger, Burkina Faso, Costa do Marfim, Congo, Bénin, Camarões e Ruanda. A Mostra reúne de clássicos da filmografia africana às produções mais recentes, que tratam de temas como o feminino (maternidade e violência sexual); infância e juventude; a musicalidade em África, como a origem da rumba congolesa; e outras questões político sociais contemporâneas.

Nesta primeira semana da programação, nesta quinta 2, sexta 3, e sábado 4, às 15h, a Mostra apresenta a animação “Aya de Youpogon” (2012), produção da Costa do Marfim/França, das diretoras Marguerite Abouet e Clément Oubrerie. O filme conta a história da jovem Aya, que vive no bairro de Abidjan, na cidade de Yopougon, e divide seu tempo entre osestudos, a família e seus melhores amigos. O filme volta a ser exibido de 07 a 11 e de 14 a 18 de maio.

Na sexta (03), às 19h, serão exibidos dois curtas clássicos do cinema africano: África sobre o Sena (Afrique Sur Seine), de 1955, dirigido pelo senegalês Paulin Soumanou Vieyra, integrantedo Grupo Africano de Cinema. Este é considerado o primeiro filme dirigido por cineastas africanos. Rodado em Paris, foi pioneiro em colocar os personagens africanos em primeiro plano, como protagonistas, se contrapondo às produções cinematográficas os apresentava à margem da sociedade. O filme conta sobre a vida dos estudantes africanos na cidade francesa, seus encontros e a nostalgia de sua terra natal. Em seguida, será apresentado Aoure, filme do consagrado diretor nigeriano Moustapha Alassane, um dos pioneiros cineastas de África, que iniciou a carreira incentivado pelo antropólogo e cineasta Jean Rouch, se especializando também em cinema de animação no Canadá, com Norman McLaren, que o ensinou os segredos da arte. Aoré é um curta documentário inspirado em contos tradicionais da Nigéira, que trata sobre o quotidiano de um casamento tradicional no país, em um vilarejo às margens do rio Niger.

Ainda na sexta, finalizando a programação da noite, o curta Atlânticos (2009), de Mati Diop, diretora do Senegal, traz para a telona o olhar da nova geração de cineastas em África. O filme concorreu à Palma de Ouro no Festival de Cannes. Pela primeira vez uma mulher negra foi selecionada para a mostra competitiva.

No sábado (4), às 18h30, o longa senegalês, O Barco da Esperança (La Pirogue - 2012), de Moussa Touré, apresenta o drama de um vilarejo de pescadores na periferia de Dakar, que parte diversas pirogas rumo à Europa, em uma viagem rumo ao desconhecido.

A programação é uma parceria com o Instituto Francês, que vem disponibilizando ao CCVM a exibição de filmes de sua Cinemateca. A entrada é gratuita e escolas e grupos podem agendar para participar das sessões pelo e-mail agendamento@ccv-ma.org.br.

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