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Preso pela PF ganhou cargo de assessor especial no governo Dino

Marcus Eduardo Alves, ex-gestor da ICN, foi preso temporariamente pela PF durante a Operação Pegadores, que investigou desvio de R$ 18 milhões da Saúde
OEstadoMA17/04/2019

Um dos alvos da Operação Pegadores – desencadeada pela Polícia Federal em novembro de 2017 para investigar desvios de verbas da ordem de R$ 18 milhões da Secretaria de Estado da Saúde (SES) – foi agraciado com um cargo em comissão no governo Flávio Dino (PCdoB) apenas meses após deixar a prisão.
Marcus Eduardo Alves Batista foi preso temporariamente pela PF no dia da deflagração da operação policial. Em agosto do ano passado, era nomeado assessor especial III do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado do Maranhão (Iprev-MA). Na pasta, já foi designado para fiscalizar contratos e nomeado membro de um Comitê de Investimentos.
O hoje assessor especial do Governo do Maranhão atuou como gerente de Recursos Humanos do Instituto Cidadania e Natureza (ICN), uma das organizações sociais investigadas na Operação Sermão aos Peixes - primeira desencadeada pela PF na gestão Flávio Dino. À época, Marcus Batista foi levado apenas a depor aos federais.
Com o aprofundamento das investigações, e o desencadeamento da Operação Pegadores, acabou preso temporariamente.
Segundo a PF, ele era o elo do esquema com o agente da PF José de Ribamar Costa Lima, lotado na delegacia de Repressão à Corrupção e Crimes Financeiros e também investigado no caso. Ao pedir a prisão de Batista, os federais informaram que já estava comprovada sua proximidade com o agente da PF.
Ainda de acordo com a PF, era no computador de Marcus Batista que ficavam armazenadas planilhas de pagamentos complementares da SES, constituindo-se prova de materialidade do esquema para os investigadores.
Conforme apontado nos autos da investigação, o então funcionário do ICN se aproximou do agente da PF para “obtenção de informações” acerca da Operação Sermão dos Peixes, que iniciou as apurações de irregularidades na gestão da saúde no estado. A partir daí, a PF verificou ainda a “suposta participação” do servidor da polícia na “destruição e ocultação de provas”, o que causaria problemas na apuração.

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