Estado Maior | COLUNA

O acordo e as promessas

16/04/2019

O ministro de Ciência, Tecnologia e Comunicação, Marcos Pontes, passou dois dias no Maranhão entre Alcântara e São Luís. Na cidade onde fica a base espacial, o auxiliar de primeiro escalão do presidente Jair Bolsonaro (PSL) pode conversar com moradores de Alcântara, o que o fez perceber que o Acordo de Salvaguardas Tecnológicas (AST) com os Estados Unidos deve passar para além das questões comerciais e econômicas que norteiam o tratado.
Marcos Pontes pode perceber que a área – tão nobre pelas questões geográficas – tem algo maior que é a questão social. São comunidades históricas que vivem da pesca, agricultura e artesanato local.
Comunidades com raízes históricas que remetem a centenas de anos.
Diante de tal realidade, o ministro de Bolsonaro falou em um acordo que “deve privilegiar o ser humano”.
No entanto, as dúvidas são o quanto deste AST vai voltar os olhos para Alcântara. Não somente do ponto de vista econômico, mas o social, que para os que vivem nas comunidades de lá, sem dúvida, acabam sendo primordiais.
E as questões sociais passam pela não expansão da base, investimentos na educação, infraestrutura, saúde, segurança.
O acordo já está posto. Assinado. Agora, é papel de nossos representantes no Congresso, principalmente os maranhenses, irem além dos pontos positivos tanto destacados pelo ministro. É preciso se aprofundar no acordo e saber até que ponto uma carta será dada pelos deputados e senadores não poderá, no futuro, prejudicar a prioridade inicial de Marcos Pontes, que são as pessoas.

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