Cidades | BURAQUEIRA E INSEGURANÇA

Moradores reclamam de situação de rua em São José de Ribamar

Buraqueira presente na via submete os moradores e condutores de veículos ao risco de assalto, já que para conseguir passar pelos buracos, eles precisam reduzir a velocidade; segurança é ineficiente
14/04/2019 às 00h00
Moradores reclamam de situação de rua em São José de RibamarO excesso de buracos nas vias facilita assaltos (Biné Morais / O ESTADO)

SÃO JOSÉ DE RIBAMAR – Buracos na Rua João Damásio Pinheiro, no bairro Maiobinha, em São José de Ribamar, na Região Metropolitana de São Luís, têm implicado no tráfego de veículos que circulam pelo local, que dá acesso ao bairro Cidade Operária, na capital, acarretando em riscos para os condutores que, ao reduzirem a velocidade, na tentativa de evitar prejuízos com peças de carro, por exemplo, acabam se sujeitando à possibilidade de assalto, já registrados à via. Com quase um quilômetro de extensão, toda a via apresenta o mesmo problema.

O medo de chegar em casa tarde da noite faz parte da rotina diária da professora Mary Jane Frazão. Segundo ela, como as casas do bairro são todas fechadas, e à noite a movimentação de veículos é reduzida, o risco de sofrer abordagens criminosas é iminente. A moradora contou, ainda, que o problema não é recente, e que piorou ainda mais com o início do período chuvoso no estado. “Tem mais de um ano que a gente está vivendo nessa situação, que ficou agravada agora, durante o período chuvoso. É uma realidade que tem prejudicado muito os moradores da rua e quem mais trafega por aqui, sem falar que ainda corremos o risco de ser assaltos, uma vez que, ao reduzir a velocidade do veículo, para passar pelos buracos, eu posso ser abordada por um assaltante, como já aconteceu com outras pessoas da vizinhança”, comentou.

Ainda de acordo com Frazão, após registros de assaltos na via, por causa da buraqueira que obriga os condutores a reduzirem a marcha e pisarem com mais cautela no acelerador, houve, por um período, patrulhamento policial na rua, mas após algum tempo sem registros, a presença do efetivo de segurança no local deixou de ser constante, chegando o momento de não haver mais, como é atualmente.

“Chegar às 11 horas é um risco, tanto para mim, quanto para quem mais tem necessidade de, às vezes, chegar esse horário em casa. Quando se é mulher então, o medo é dobrado, porque somos o principal alvo de bandidos. Por minha casa ser na esquina de uma paralela, fico ainda com mais receio, pois no momento que eu for abrir o portão pode acontecer de um assaltante me fazer de refém, entrar na minha casa e fazer o mal para a minha família”, teme a professora.

Para o proprietário de uma frutaria instalada à via, o medo é o mesmo. “Dizer que a situação é complicada, é pouco. Temos vivido à mercê não só da buraqueira, mas de todas as consequências que ela traz, como a insegurança. A gente já reportou essa situação para os responsáveis, mas nunca tivemos nenhuma resposta de nada, porque como a rua é limítrofe a São José de Ribamar e São Luís, eles ficam jogando de um lado para o outro, mas a responsabilidade mesmo é da Prefeitura de Ribamar”, ressaltou. “Só sei que do jeito que está, não pode continuar, porque a gente paga o estado para que ele possa garantir segurança”.

O Estado manteve contato com a Prefeitura de São José de Ribamar para saber que medidas estão sendo tomadas para resolver a situação estrutural da via, mas até o fechamento desta edição, não obteve retorno. O Governo do Maranhão também foi procurado para se posicionar sobre a questão do patrulhamento policial na via, que já teve frequente registros de asfalto, e, por meio nota, a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-MA) informou que o policiamento na região é feito pelo 6° Batalhão da Polícia Militar com viaturas da Malha Metropolitana, além do apoio de equipes Albatroz e do Grupo Tático Móvel (GTM).

A SSP ressaltou, ainda, que ocorrências criminosas devem ser comunicadas à polícia, com o registro na Delegacia mais próxima, para que sejam mapeados os pontos com maior incidência de criminalidade nestes bairros que circundam a rodovia MA 201. A PM orientou, por fim, que a polícia seja acionada através do telefone 190.

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