Esporte | F-1

F1 chega ao GP 1000 na China com Ferrari e RBR perseguindo Mercedes

Neste domingo, a principal categoria do automobilismo chega ao seu milésimo Grande Prêmio
Gazetapress14/04/2019 às 07h00
F1 chega ao GP 1000 na China com Ferrari e RBR perseguindo MercedesValtteri Bottas e o seu carro da Mercedes (Divulgação / FIA)

Xangai - A história da Fórmula 1 é feita de grandes rivalidades entre pilotos e equipes. Neste domingo, a principal categoria do automobilismo chega ao seu milésimo Grande Prêmio, e a situação não é diferente.

Hegemônica desde a introdução dos motores turbo híbridos em 2014, a Mercedes conquistou cinco títulos consecutivos de pilotos e construtores. Nas últimas duas temporadas, entretanto, a concorrência vem chegando mais perto, e em 2019 a expectativa é de uma disputa mais acirrada pelos títulos.

Desde o ano passado, a equipe Ferrari vem mostrando grandes progressos, e apresentou na pré-temporada em Barcelona um carro que parecia ser capaz de encarar de igual para igual as flechas de prata. Na etapa de abertura, na Austrália, os carros vermelhos decepcionaram e ficaram fora do pódio.

Na sequência, no Bahrein, a reação apareceu nos treinos e na classificação, com os dois carros da escuderia italiana largando na primeira fila. Na corrida, Sebastian Vettel ficou para trás e Charles Leclerc liderou quase até o final, mas teve problemas mecânicos e caiu para o terceiro posto.

Alguma coisa se perdeu na equipe entre a pré-temporada e a estréia em Melbourne, e a pressão por resultados recai de forma mais intensa sobre o tetracampeão Vettel.

"Foi uma surpresa para mim quando fomos para a Austrália e o carro não estava nem perto daquele que testamos em Barcelona, muito mais vivo e instável," admitiu o piloto alemão.

"No Bahrein melhorou bastante, e, nos testes após a corrida, tivemos a chance de testar algumas soluções, e vamos ver onde estamos com isso agora. Nós precisamos fazer tudo certo, pois a competição está muito apertada no topo," completou.

Vettel sofre ainda com a pressão adicional de um companheiro jovem e talentoso. Ainda piloto com prioridade dentro da equipe, o alemão contou com ordens da equipe para não ser ultrapassado na Austrália, e terminou a prova uma posição à frente de Leclerc. Já no Bahrein, o estreante na equipe largou na pole, e depois de perder a posição na primeira volta, se recuperou e quase conquistou a vitória.

Questionado sobre como está lidando com a disputa inesperada com seu novo companheiro, Vettel tratou de negar que exista um clima ruim na equipe.

"Eu não sei o que vocês [a imprensa] imaginam do outro lado. Eu nunca tive um companheiro que fosse um grande incômodo para mim, e espero que nunca aconteça. Eu acho que disse antes da temporada que se trata de uma pessoa diferente, então seria um desafio diferente. Eu sempre mostrei respeito quando os outros vão bem, assim como ele fez no Bahrein", afirmou Vettel.

Para o GP da China, Vettel acredita que a disputa não estará restrita entre Ferrari e Mercedes. Assim como em 2018, a Red Bull, que conquistou a vitória com Daniel Riccardo, deve voltar a ser um concorrente.

"Eu espero que a Red Bull esteja mais perto aqui do que no Bahrein. Eu não sei o que aconteceu lá, mas aqui deve ser mais apertado," previu.

Lewis Hamilton concordou com o rival.

"No momento, está claro que a disputa não é só entre eu e Vettel, e eu não vejo isso mudando num futuro próximo. Somos pelo menos nós quatro [Hamilton, Vettel, Bottas e Leclerc] e as Red Bulls, e você não pode deixá-los de fora," disse o atual campeão.

O sentimento é compartilhado no próprio paddock da equipe austríaca. "Eu estou confiante que temos um carro competitivo este final de semana," disse o chefe da equipe Christian Horner, que fez questão de ressaltar o poderio da Ferrari.

"Eles fizeram um grande trabalho. Eles são o 'padrão ouro' no momento, impressionante, mesmo comparado a Mercedes," afirmou Horner.

O Grande Prêmio da China tem largada programada para a madrugada deste domingo, as 3h10, no horário de Brasília.

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