Cerco policial

Operação Magni I resulta em 177 prisões no interior do estado

Uma das pessoas presas faz parte de um grupo de extermínio acusado de ter cometido mais de 20 assassinatos na Região do Munim

Ismael Araújo

- Atualizada em 11/10/2022 às 12h25
José Maria Carneiro acusado de crime de extermínio
José Maria Carneiro acusado de crime de extermínio (Japão)

SÃO LUÍS - Cento e setenta e sete prisões e três adolescentes apreendidos foi o resultado da operação Magni I desenvolvida pela Polícia Civil em 213 cidades maranhenses desde segunda-feira, 8, até esta quinta-feira, 11. Armas de fogo, drogas e veículos irregulares também foram apreendidos durante esse cerco policial.

“O nosso foco maior durante essa operação era cumprir mandado de prisão e colocar os foragidos na cadeia”, afirmou o superintendente da Polícia Civil do Interior, delegado Armando Pacheco, durante coletiva, nesta sexta-feira, 12, na sede da Polícia Civil, na Praia Grande. O delegado-geral da Polícia Civil, Leonardo Diniz, e o delegado-geral adjunto operacional, André Gossain, também participaram.

Armando Pacheco informou que a polícia havia feito o levantamento dos mandados de prisão em aberto. O trabalho foi coordenado pelos 20 delegados regionais. No primeiro dia do cerco policial, 27 pessoas foram presas. No dia seguinte, 55 prisões. Já na quarta-feira foram 73 criminosos presos e no último dia do trabalho operacional, ocorreram 22 prisões.

Presos

Entre os presos nessa operação estava José Maria Carneiro Silva, o Japão, que segundo o delegado Armando Pacheco, foi capturado na quinta-feira, 11, na cidade de Icatu. Ele é acusado de integrar um grupo de extermínio ou milícia armada. Esse bando teria cometido mais de 20 assassinatos nessa localidade.

O detido foi encaminhado para a sede da Superintendência Estadual de Homicídios e Proteção a Pessoas (SHPP), na Beira-Mar, onde prestou esclarecimentos sobre o caso e, em seguida, encaminhado para o Complexo Penitenciário de Pedrinhas.

Armando Pacheco informou que na regional de Pedreiras ocorreram 12 prisões e um dos detidos foi Josimar Moura de Sousa, que é acusado de crime de sapatinho. O detido, em companhia de outros criminosos, fez reféns os familiares e o gerente de um dos bancos da cidade de Pedreiras no ano passado, visando o dinheiro do cofre dessa agência bancária, mas não conseguiu concluir o assalto.

Número

177 prisões ocorreram durante a operação Magni I

BOX

Prisões realizadas na operação por regional

Chapadinha: 25 prisões

Imperatriz: 16 prisões

Presidente Dutra: 14 prisões

Codó: 13 prisões

Pedreiras: 12 prisões

Balsas: 9 prisões

São João dos Patos: 8 prisões

Caxias: 8 prisões

Barra do Corda: 8 prisões

Cururupu: 7 prisões

Pinheiro; 7 prisões

Itapecuru-Mirim: 7 prisões

Bacabal: 7 prisões

Rosário: 7 prisões

Açailândia: 6 prisões

Timon: 6 prisões

Santa Inês: 5 prisões

Viana: 5 prisões

Barreirinhas: 4 prisões

Zé Doca: 3 prisões

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