Política | Corrupção

Porto do Itaqui: relatório da Polícia Federal repercute na AL

César Pires (PV) e Wellington do Curso (PSDB) repercutiram relatório da Polícia Federal sobre Operação na Emap
Gilberto Léda/Da Editoria de Política10/04/2019

O deputado César Pires (PV) e Wellington do Curso (PSDB) comentaram ontem, na Assembleia Legislativa, o relatório da Polícia Federal que confirmou as sus­peitas iniciais da investigação sobre fraudes na Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap) durante o processo de fiscalização das obras de dragagem de aprofundamento do P-100 ao P-104 do Porto de Itaqui.
O caso remonta à Operação Dra­ga, deflagrada em 2017. O relatório é de fevereiro de 2019 e foi produzido pelo delegado federal Dhiego Job de Almeida.
Pires tratou, ainda, de irregularidades administrativas e financeiras constatadas pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) na gestão do Porto do Itaqui pela Emap. Ele ressaltou que o encaminhamento dos fatos investigados à esfera judicial pode levar dirigentes da Emap à prisão.
Em forte pronunciamento, o parlamentar do PV definiu como gravíssimo o relatório da PF na conclusão do inquérito 273/2016, instaurado em abril de 2016 e relatado em fevereiro deste ano. A PF constatou indícios de fraude na execução e na fiscalização dos serviços contratados com as empresas Jan de Nul do Brasil Dragagem Ltda e Fotogeo, denunciados pelo ex-funcionário da Emap, José Ribamar Câmara Pinto. De acordo com as investigações, a Fotogeo não realizou o trabalho pelo qual recebeu
R$ 1,5 milhão, que era fiscalizar o trabalho da Jan de Nul, contratada por R$ 62,1 milhões.
“A Fotogeo limitou-se a copiar laudos realizados pela empresa que deveria fiscalizar, em mais uma fraude constatada pela Polícia Federal que pode levar para a cadeia alguns dirigentes da Emap”, enfatizou César Pires, ressaltando que essa é apenas uma das ilegalidades recentemente detectadas na administração do Porto do Itaqui.
Para Wellington do Curso, trata-se de denúncia “gravíssima”. “Esta denúncia não é grave. Ela é gravíssima e já é pauta de nosso pronunciamento desde 2018, quando trouxemos essas denúncias à Assembleia Legislativa de que há necessidade de fiscalização”, declarou.
Segundo ele, o caso deveria ser alvo até de uma CPI. “Em 2018, quan­do trouxemos essas denúncias, nós falávamos inclusive que precisávamos abrir a caixa-preta da Emap com possibilidade de CPI, pois não é grave, é gravíssimo”, reforçou.

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