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Audiência pública discute falta de infraestrutura na Região dos Parques

Área, que faz parte do município de São José de Ribamar, possui cerca de 36 km de vias em situação precária, sem asfalto e tomadas pelos buracos
07/04/2019 às 00h00
Audiência pública discute falta de infraestrutura na Região dos ParquesAudiência pública discutiu situação da região do Turu, esquecida pelo poder público (Diego Chaves / O Estado)

Uma audiência pública para discutir os problemas cotidianos do Alto Turu I e região, foi realizada na Igreja Evangelho Quadrangular, na Avenida Principal do bairro, município de São José de Ribamar, na área denominada Região dos Parques, na manhã de sábado (6). Moradores e representantes da comunidade estiveram presente no local e afirmaram que a região está esquecida pelas autoridades públicas. O principal ponto levado em questão durante a atividade, foi sobre o asfaltamento de cerca de 70 ruas da região, que estão em condições precárias e totalizam quase 36 km de extensão.

O deputado Wellington do Curso (PSDB) esteve à frente do debate. Com ele, os vereadores de São José de Ribamar, Moisés Gama (PRB) e Nonato Lima (PDT); o presidente do Pacto pela Paz da Segurança Pública do Parque Vitória, Michael Manoel Pinheiro; o presidente da Associação dos Moradores do Alto do Turu, Wrandemilson Oliveira Santos; o presidente da Associação dos Moradores do Miritiua, Raimundo Pires dos Santos, e o presidente da Comissão Oficial Permanente e Independente dos Moradores do Alto do Turu (COPI), William Sousa Rocha, estiveram presente.

A denominada Região dos Parques, situada na Grande São Luís, é constituída por 17 localidades: Parque Vitória, Parque Jair, Parque São José, Parque das Palmeiras, Alto do Itapiracó, Itapiracó, Cohabiano, Jardim das Margaridas, Cohatrac V, Terra Livre, Canudos, Miritiua, Espaço Sideral, Recanto do Turu I e II, Assentamento do Alto do Turu e Vilage Cohatrac, se estendendo até o Araçagy, com uma população estimada em mais de 70 mil habitantes. Há anos que a população dessa área reclama da falta de serviços de infraestrutura como, por exemplo, pavimentação das vias, drenagem e rede coletora de esgoto.

Com as chuvas, a situação das ruas do local, que já estavam ruins, pioraram. Ônibus que fazem linha na região estão mudando de rotas, carros de moradores estão sendo prejudicados pela falta de infraestrutura, os índices de violência tem aumentado e, em alguns pontos do bairro, o saneamento básico é precário.

Marcelo Matias Simplício Pessoa, técnico em edificação, morador do Alto do Turu I há 3 anos, cobra uma intervenção do poder público. “A situação chegou a um nível de descaso tamanho que, agora, diante desse rigoroso inverno, estamos praticamente sem condições de nos locomover. Receio há qualquer momento, que Deus o livre, alguém precisar e não poder ser assistido por um serviço médico de urgência. Como uma ambulância vai entrar aqui nesse lamaçal e buraqueira?”, protestou.

A moradora do Alto do Turu I, Ana Paula, contou que se sente totalmente esquecida pelo poder público. “Eu não sem para quem recorrer, porque o município de Ribamar não olha para a gente, o Governo do Estado não olha para a gente, o presidente do Brasil que não olha mesmo! Nós cumprimos nosso dever como cidadão pagando impostos e recebemos nada em troca”, diz, em tom de indignação. Durante a audiência, mais de 10 moradores exemplificaram aos presentes na mesa sobre problemas enfrentados diariamente próximo a área em que habitam.

Durante a audiência, o deputado Wellington do Curso esclareceu que estava ali em nome da Assembleia Legislativa do Maranhão. “Estamos aqui em respeito a cada um de vocês. Lamento a ausência nessa reunião do prefeito de São José de Ribamar e de representantes do Governo do Estado. Fizemos o convite a todos”, disse.

Ao final da reunião, foi registrado, na ata a audiências, os pontos: mais escolas e creches no próprio bairro; asfalto pelo menos na Avenida principal, pois tem muitos buracos, e com isso o comércio está enfraquecido; falta acessibilidade para os moradores; área de lazer; ônibus são precários e antigos, porém o preço da passagem é o mesmo de ônibus novos que trafegam em São Luís; segurança pública, saúde e saneamento básico.

Todas as solicitações serão encaminhadas aos órgãos competentes, como a Secretaria de Estado da Infraestrura (Sinfra), Secretaria Municipal de Infraestrutura de São José de Ribamar e ao Ministério Público Estadual (MPE). Nesta segunda-feira (8), às 16h, o caso deve ser levado para debate na Assembleia Legislativa.

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