Estado Maior | COLUNA

E o respaldo?

06/04/2019

Numa tentativa quase diária de se inserir no debate nacional e consolidar-se como o “nome” da esquerda para a eleição presidencial de 2022, o governador Flávio Dino encontra-se em uma difícil missão: reconstruir o próprio governo e mudar um cenário desfavorável no estado, que o coloca, por ora, com condições mínimas de contrapor o presidente da República, Jair Bolsonaro em vários aspectos da administração pública.
Se não, vejamos.
Flávio Dino se coloca contrário ao projeto da Reforma da Previdência, encaminhado pelo Governo Federal para a Câmara dos Deputados, e questiona as medidas apresentadas por Bolsonaro.
Ocorre que o mesmo Flávio Dino efetuou saques vultuosos do Fundo Estadual de Pensão e Aposentadoria (FEPA) e provocou um rombo de mais de R$ 2 bilhões da Previdência Estadual, ameaçando o futuro de milhares de servidores públicos e de suas respectivas famílias.
O comunista também critica a política institucional do Governo Federal, mas afronta poderes constituídos. Um exemplo disso foi o decreto baixado pelo comunista em 2018, que autorizava o Estado a descumprir decisões judiciais.
A medida do Palácio dos Leões desrespeitava a soberania do Poder Judiciário no Maranhão e a Constituição Federal, com menosprezo à relação entre os poderes.
Dino também fica com um discurso abalado ao tentar apontar melhorias para a Saúde, Infraestrutura, Economia e de Assistência Social.
Isso depois de a sua gestão ter ampliado a extrema pobreza no estado; sucateado as UPAs e hospitais da rede estadual de Saúde; entregue rodovias com graves problemas de infraestrutura, a exemplo da MA-315 e a MA-225, já deterioradas; de ter penalizado o contribuinte maranhense com seguidos aumentos de impostos; aumentado a dívida do Estado junto ao Tesouro Nacional; comprometido mais de 46% da receita com inchaço da máquina pública, no limite da LRF e não ter conseguido reagir à forte crise econômica e financeira no estado, que tem resultado no aumento do desemprego.
Flávio Dino, portanto, precisará trabalhar e muito para mudar o diagnóstico de fracasso do próprio governo.
Até agora, está só no gogó.

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