Polícia | Assassinato

Preso no Distrito Federal acusado da morte de maranhense

Crime ocorreu em março do ano passado em Parnaíba, no Piauí; vítima e um amigo foram esquartejados e enterrado em cova rasa pelos criminosos
Ismael Araújo03/04/2019
Preso no Distrito Federal  acusado da morte de maranhenseGiovane Alison de Sousa quando era dominado pelos policiais (Divulgação)

SÃO LUÍS - O piauiense Giovane Allison de Sousa, de 27 anos, acusado de ter assassinado o maranhense Paulo Henrique Lima Caldas, de 47 anos, professor de Inglês, e também o piauiense David Soares Maciel, de 29 anos, foi preso durante perseguição policial no Distrito Federal na noite da última segunda-feira. A polícia informou que as vítimas foram torturadas e esquartejadas, no dia 1º de março do ano passado. As cabeças e partes do corpo estavam enterradas em covas diferentes no quintal de uma residência, no bairro Piauí, na cidade piauiense de Parnaíba.

O delegado Gutemberg Santos, do 15º Distrito Policial, em Ceilândia, Centro do Distrito Federal, declarou que os militares estavam realizando incursões nessa localidade quando abordaram Giovane Allison que conduzia uma motocicleta com registro de roubo.

Giovane Allison foi levado para o distrito policial onde ficou constatado que havia um mandado de prisão em aberto contra ele, expedido pela Justiça do Piauí pelo duplo homicídio, ocorrido em Parnaíba.

Ainda de acordo com o delegado, o detido foi autuado pelo crime de receptação já que estava com uma motocicleta. Ainda ontem a Polícia Civil do Piauí foi informada da prisão. “O criminoso deve ser encaminhado ainda esta semana para o Piauí. Há informações de que Giovane era o último suspeito do duplo homicídio ainda em liberdade”, disse Gutemberg Santos.

Outras prisões

No dia 9 de março do ano passado, cinco adultos foram presos e um adolescente apreendido, suspeitos desse crime. Os presos foram Jonas de Brito Martins, de 20 anos, Franciely Oliveira Pereira, de 23 anos, Francisco de Assis Júnior, de 28 anos, Luís Evangelista Guedelha, o Lulu, de 26 anos, e Francisco de Assis Guedelha, 32 anos, sendo dois últimos irmãos. Faltava Giovane Allison de Sousa.

O caso foi investigado pela Delegacia de Homicídios, Tráfico de Droga e Latrocínio de Parnaíba, sob a coordenação do delegado Eduardo Aquino. Ele informou que o professor era natural de São Luís e residia no Piauí, enquanto a outra vítima era de Parnaíba.

O delegado também informou que a motivação do crime foi uma suposta dívida por droga no valor de R$ 20,00. “Os presos durante o depoimento disseram que as vítimas estavam usando crack em uma boca de fumo e não tinham dinheiro para pagar pelo entorpecente”, disse Eduardo Aquino.

Para o delegado, esse crime foi bárbaro e chocante. “O dono da boca” era Lulu. Ele se irritou e trancou as duas vítimas no quarto onde foram torturadas e tiveram as sobrancelhas raspadas. O David foi o primeiro a ser degolado. Após a morte dos dois, o dono da boca teve a ideia de esquartejar e enterrar os corpos”, explicou o delegado.

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